terça-feira, 23 de outubro de 2007

Bope - Máquinas de guerra

Por Erika Scoralick

É uma corporação que utiliza táticas diferentes às tradicionais contra o crime organizado e ao tráfico de drogas, movidas por estratégias rigorosas, seja por intimidação psicológica, força e principalmente desfecho imperativo, sob quaisquer efeitos, tanto morais quanto físicos.
Os meios psicologicamente intimidativos são duramente aplicados às pessoas suspeitas, tanto através de palavras xulas e ameaçadoras, quanto a atos violentos, impondo medo aos inquiridos de maneira tal que estes não têm outra saída, senão confessar tudo o que mantém em segredo, para acobertar atos ou pessoas envolvidas no acontecimento que originou a ação.
Aparentemente diante das cenas fartamente apresentadas quando do treinamento dos membros da instituição, esses elementos são postos à prova de toda sorte de humilhação e dor física, o que os leva consequentemente, às margens da insensibilidade e brutalidade, sempre que lhes são determinadas ações em regiões de risco extremo.
Apesar de todo esse rigor, devemos crer que a disciplina é um fator primordial para os resultados favoráveis nas incursões realizadas nos diversos locais de conflito, como também no respeito mútuo à hierarquia reinante entre os componentes da corporação.
Sejam justificados ou não os meios impostos a cada ação, parecem trazer resultados que o povo clama, se estes reduzirem ao máximo a insegurança e a criminalidade reinante em nossa cidade.
Triste pagar o preço de um ingresso que seja para assistir a um filme, que retrata uma realidade marcada pelo contra senso do progresso desgovernado.
Que justiça é essa que nada vê, escuta ou se faz cumprir para manter a ordem e a paz necessária a segurança e ao desenvolvimento de uma nação pacífica?

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