domingo, 19 de agosto de 2007

SUS passa a realizar cirurgias de troca de sexo

Por Juliana Monteiro

A transgenitalização, popularmente conhecida como cirurgia de troca de sexo, já está incluída na tabela do Sistema Único de Saúde, o SUS. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal, da 4ª região, que determinou a realização do procedimento pelo sistema público de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde não há empecilhos quanto à inclusão do procedimento, já que a cirurgia passou a ter o reconhecimento do Conselho Federal de Medicina (CFM).
No Brasil, poucos médicos realizam a troca de sexo. Os únicos estados onde há profissionais especializados são: Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. E para aqueles que desejam passar pelo procedimento é bom explicar que não é qualquer pessoa que está apta a sofrer a trangenitalização. Em entrevista, o cirurgião plástico, doutor Ariosto da Silva Santos, que realiza a cirurgia há vinte anos no Espírito Santo, afirma que quem deseja operar, precisa passar por acompanhamento psicológico por no mínimo dois anos. Durante o processo, é verificado se o paciente tem ou não condições de passar pelo procedimento, que é sempre bom lembrar que não é reversível. Segundo ele é comum, durante esse acompanhamento, muitos desistirem da cirurgia.
A trangenitalização é feita em hospitais universitários e os pacientes devem ser maiores de 21 anos ter diagnóstico de transexualismo com transtornos de personalidade. A maior procura ainda é feita por homens que garantem se sentir como mulheres que nasceram em corpos que não correspondem a sua personalidade. Segundo o doutor Ariosto, durante a cirurgia, que dura de quatro à sete horas, tudo é reaproveitado. Como por exemplo, a pele que reveste o pênis acaba sendo usada internamente nas paredes da vagina que será formada.
Com esse novo direito conquistado pelos transexuais, antes o que era pra poucos, pois chegava a custar aproximadamente 30 mil reais, agora pode ser realizado gratuitamente pelo SUS.

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