Bruno Batista
O projeto de reforma partidária da política brasileira está dividindo a opinião de especialistas e políticos. Um dos itens mais polêmicos é o voto em lista. Inédito no Brasil, o sistema em discussão na Câmara dos Deputados prevê o voto no partido e não mais em candidatos. Caberá à legenda escolher previamente os candidatos (a deputados federal e estadual e vereadores) e sua ordem nas listas. O mecanismo faz parte da reforma política, discutida há mais de dez anos no País.
Enquanto alguns cientistas políticos argumentam que o voto em lista daria mais força aos partidos, deixando os mesmos mais consistentes, outros afirmam que este modelo de votação prejudicaria os resultados, que os eleitos seriam eleitos pelo próprio partido. “Sou a favor, entendo que é uma maneira de reforçar os partidos. O argumento de que oligarquizaria a decisão sobre a escolha dos candidatos tem força relativa, porque a legislação impõe as convenções partidárias, sem que meia dúzia de sujeitos decidam”, disse o cientista político Fabio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), destacando a participação de militantes dentro dos partidos.
No meio político, a maior preocupação é que este modelo favoreça a partidos mais estruturados como o PT. Estes partidos teriam mais condições de angariar votos independentemente do personalismo eleitoral. Na outra ponta, o Democratas é uma das legendas que mais acredita nas listas. Ex-PFL, o partido se assemelha ao PT por ter forte estrutura partidária, principalmente no Nordeste.
Atualmente 16 países utilizam o voto em lista. Argentina, Espanha, Noruega, Turquia e Uruguai são alguns deles.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
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