terça-feira, 27 de novembro de 2007

O aborto no Brasil: legalizar ou não?

Por Luciana Jennings

A questão do aborto no Brasil começa a ganhar destaque e a ser discutida pelas autoridades. Em recente declaração, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), defendeu a legalização “como forma de reduzir a violência no país”. Cabral citou um estudo feito por um economista americano na década de 70 que relaciona natalidade, pobreza e violência.
O governador explicou, que segundo o estudo, a permissão do aborto nos Estados Unidos a partir desta época fez com que as mulheres tivessem acesso à rede pública. Na opinião do peemedebista, a classe desfavorecida deve ter acesso ao hospital público para a prática segura do aborto, e com isso diminuir o número de internações na rede pública de saúde. No Brasil, o aborto é permitido em casos de estupro e risco de vida para a mãe.
O assunto divide opiniões. É importante ressaltar o direito da mulher de decidir, de gerir o seu próprio corpo, de fazer as suas escolhas. O aborto não deve ser um método contraceptivo, mas, uma última alternativa.
É preciso incentivar a criação de programas de saúde pública para a mulher, que ofereçam contraceptivos gratuitos, medicina preventiva (câncer de mama, de colo de útero, etc), saúde reprodutiva (exames pré-natais), informativos sobre métodos anticoncepcionais e promover a disposição destes, nos postos de saúde. Ainda há muito a saber sobre os contraceptivos. Embora a maioria dos métodos de contracepção sejam de uso feminino, os dois parceiros são responsáveis pela prevenção de gravidezes indesejadas e pela tomada de decisões se a gravidez ocorre. A maioria dos métodos de controle de nascimentos são reversíveis, permitindo à mulher ficar grávida quando ela ou o seu parceiro deixarem de os usar. Os médicos podem ajudar as mulheres e os seus companheiros a decidir sobre o rrecurso que mais se lhes adapta.

Um comentário:

Taís Cerqueira disse...

muito interessante esse texto, nos mostra com clareza a profundidade dos fatos e também no orienta que está procurando respostas!