segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A escolha de poder abortar

Por: Simone Mattos
Há tempos a questão polêmica da legalização do aborto é discutida no Brasil. O tema sempre comporta análises sobre vários aspectos: morais, éticos, jurídicos, científicos, teológicos e, sobretudo políticos. Discutir quando se inicia a vida, quando começa a existência do ser humano ou se a mulher como dona do seu corpo tem direito de abortar, são aspectos que marcam os debates.

O que torna a discussão ainda mais calorosa é que sendo então a mulher dona do seu corpo, não poderia ela decidir se quer ou não gerar aquele filho? Nenhuma mulher deve ser obrigada a gerar um filho não desejado, não importando qual tenha sido o motivo da gravidez. Sejamos razoáveis ao analisarmos os fatos e que haja um posicionamento coerente sobre cada situação de aborto. Chega de maniqueísmo: não se trata de ser contra ou a favor do aborto.

Enquanto o assunto é discutido no mundo todo se legaliza ou não, meninas estão morrendo por falta de conhecimento e utilização de alternativas baratas e provocando o aborto com Cytotec ou agulha de tricô inserida na vagina. Permitir que uma mulher possa decidir sobre abortar ou não, é cidadania, é direitos humanos. O contrário disso é defender um agrupamento inicial de células em detrimento de uma vida.
Proibir o aborto não termina com o problema, até porque questões sociais também não acabam por decreto. Criminalizar o aborto é torná-lo clandestino. Está na hora de acabar com os tabus! Os abortos existem e devem se tornar seguros. Permitam que a mulher possa gerar uma vida quando ela quiser e puder. Isso não quer dizer que não deva haver mais saúde pública, mais educação sexual e mais distribuição de contraceptivos. “Onde há dúvida, há liberdade”.

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