domingo, 2 de dezembro de 2007

Não mate o seu filho

Por Marcella Bastos


O aborto é um assunto controverso e polêmico, mas muito atual em suas formas e conseqüências. No Brasil o aborto é crime, salvo casos de estupro ou má formação do feto. Os médicos e todos os profissionais da área de saúde têm o dever de abominar as práticas abortivas, já que eles têm compromisso com a vida. Apesar de tudo isso o aborto é realizado indiscriminadamente no Brasil.
Muito se fala no direto da mulher, no livre arbítrio do próprio corpo... Mas e o direito do feto? A mulher pode exercer o livre arbítrio no momento em que ela se previne ou não para evitar uma gravidez, mas esta mesma decisão não pode ser tomada pelo bebê, que não pode escolher por viver ou não. Acidente não é o melhor nome nesses casos, mas sim descuidos.
Se o indivíduo deixou de respirar, ou deixou de pulsar o coração, ele é considerado morto. Deveria então, reconhecer o início da vida como o momento em que o coração começa a bater, o que ocorre muitos meses antes do nascimento, quando os pulmões são ativados. Com três meses, já é possível ver e escutar o coração de um feto pulsando rapidamente em exames de ultra-som.
O aborto envolve números absurdos, e já é a terceira causa de morte materna, por isso cresce a discussão em torno do tema. Ou seja, em vez de combater esse tipo de comportamento, vão tentar torná-lo legal. É importante lembrar que a mulher não passa a ser mãe depois que a criança nasce, mas durante a gravidez. Por isso não deve existir diferença em abandonar um bebê no rio depois que nasce, ou matá-lo ainda na barriga, os dois comportamentos são assassinos.

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