Discutir sobre violência e legalização do aborto é um dos assunto em pauta do governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral que falou ontem ao Jornal O dia sobre legalizar o aborto (http://odia.terra.com.br/rio) e sobre à redução dos índices de violência no estado. Como já havia feito no mês de janeiro, Cabral até citou a tese do livro ‘Freakonomics’ que associa a queda da taxa de criminalidade dos Estados Unidos, nos anos 1990, ao maior número de abortos ocorridos a partir de 1973, quando a Suprema Corte reconheceu o direito das mulheres ao aborto legal e seguro.
Cabral fez uma comparação às taxas de natalidade dos bairros da Zona Sul, semelhantes às de países europeus, com as de comunidades carentes, que são similares às de países africanos. O governador ainda disse que: “Infelizmente, nas comunidades mais carentes do Rio, as mulheres não conseguem ter uma orientação dos governos em termos de planejamento familiar e têm uma natalidade de países africanos”, explicou Cabral.
Em outra entrevista, ao site G1, o governador chegou a dizer que estas taxas de natalidade são como uma “fábrica de produzir marginal”. “Não vejo a classe política discutir isso. Fico muito aflito. Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, são padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal”.
Para o governador, os confrontos com criminosos nas favelas do Rio só vão terminar "quando a ordem pública puder chegar através de várias maneiras, dentre elas com o policial podendo andar fardado em qualquer lugar".
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