Por Nilo Chagas
Sempre que aparece algum modelo de governo que limite a divulgação da idéia das pessoas, sinto-me extremamente preocupado. Por mais que saibamos que muita coisa colocada na internet seja de valor duvidoso, e as vezes até perigoso, é fundamental que todas as pessoas tenham a possibilidade de colocar a sua opinião sobre qualquer que seja o assunto.
Não há nada mais enriquecedor para o desenvolvimento de um país do que colocar um tema em discussão e serem ouvidas todas as camadas da sociedade, a fim de que se possa chegar a um consenso sobre o assunto abordado.
É fundamental que o sujeito sinta-se livre para desenvolver todo o seu raciocínio, e possa ter a liberdade para falar sobre coisas que envolvem a sua vida, e que a pessoa tem vontade de dividir com quem compartilha das mesmas idéias.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
censura combate irresponsabilidade na internet
Por Juliana Monteiro
Para veicular um programa, uma reportagem ou um comercial em algum canal de televisão o produtor paga por isso. No caso do rádio ou do jornal impresso a regra não muda, além de pagar, os produtores se adequam a regras de tais veículos para terem seus assuntos divulgados. Então, por que na internet, que pode ser considerado o veículo de comunicação mais completo e moderno, deveria ser diferente?
Os produtores de mensagens devem sim ser responsabilizados por seus conteúdos. Pagando impostos, como pagam os outros veículos e sendo obrigados a ter compromisso com o público. A liberdade total traz conteúdos duvidáveis que serão dissipados para inúmeros receptores. Aqueles que têm instrução suficiente poderão descartá-los, mas para os mais vulneráveis, postagens sem responsabilidade podem ser perigosas.
A idéia aprovada pelos ministros italianos é uma forma de responsabilizar autores de mensagens na internet e não há nada de mal nisso, afinal, quem não deve não deve temer.
Para veicular um programa, uma reportagem ou um comercial em algum canal de televisão o produtor paga por isso. No caso do rádio ou do jornal impresso a regra não muda, além de pagar, os produtores se adequam a regras de tais veículos para terem seus assuntos divulgados. Então, por que na internet, que pode ser considerado o veículo de comunicação mais completo e moderno, deveria ser diferente?
Os produtores de mensagens devem sim ser responsabilizados por seus conteúdos. Pagando impostos, como pagam os outros veículos e sendo obrigados a ter compromisso com o público. A liberdade total traz conteúdos duvidáveis que serão dissipados para inúmeros receptores. Aqueles que têm instrução suficiente poderão descartá-los, mas para os mais vulneráveis, postagens sem responsabilidade podem ser perigosas.
A idéia aprovada pelos ministros italianos é uma forma de responsabilizar autores de mensagens na internet e não há nada de mal nisso, afinal, quem não deve não deve temer.
Liberdade de expressão na internet pode estar com os dias contados na Itália
Por Priscila Santanna
O projeto lei que pretende regulamentar os blogs na Itália está causando polêmica. Ministros alegam que os blogueiros deverão ter registro e um jornalista responsável pelo conteúdo. Além disso, ganharão certificado e pagarão impostos.
Opositores afirmam que essa decisão do subsecretario do conselho, Ricardo Levi, proibi a liberdade de expressão na internet e garantem que , na verdade, a intenção dessa lei é acabar com a internet no país.
Se essa lei for aprovada pelo parlamento, pode haver censuras a blogs que não correspondem aos interesses do governo, como opiniões de opositores ou até atividades comerciais não lucrativas aos governantes. O pagamento de impostos também estão deixando os blogueiros furiosos, pois é mais uma forma do governo “arrancar” dinheiro da sociedade.
O projeto lei que pretende regulamentar os blogs na Itália está causando polêmica. Ministros alegam que os blogueiros deverão ter registro e um jornalista responsável pelo conteúdo. Além disso, ganharão certificado e pagarão impostos.
Opositores afirmam que essa decisão do subsecretario do conselho, Ricardo Levi, proibi a liberdade de expressão na internet e garantem que , na verdade, a intenção dessa lei é acabar com a internet no país.
Se essa lei for aprovada pelo parlamento, pode haver censuras a blogs que não correspondem aos interesses do governo, como opiniões de opositores ou até atividades comerciais não lucrativas aos governantes. O pagamento de impostos também estão deixando os blogueiros furiosos, pois é mais uma forma do governo “arrancar” dinheiro da sociedade.
Tarja Preta: o filme Tropa de Elite como analgésico para a nossa maior dor de cabeça
Diego Marrul
Prevenir é melhor do que remediar. Esta máxima do senso comum, uma vez aplicada no cotidiano da vida urbana, seria a solução para diversos problemas, sobretudo o da violência e o do tráfico de drogas. No entanto, a ausência do poder público em comunidades carentes e a desigualdade social, entre tantos outros fatores de conhecimento de todos, estimulam o crescimento dessa violência e seduzem cada vez mais jovens, que entram para o mercado do tráfico atraídos pela lógica do dinheiro fácil.
Esta temática, debatida à exaustão em diversos níveis da sociedade após o lançamento do filme Tropa de Elite, de José Padilha, tem despertado opiniões, muitas vezes, equivocadas. Uma dessas vertentes, verbalizadas por uma parcela da mídia brasileira, dá conta de que o filme trata-se de uma obra reacionária ou até mesmo fascista; questionamento a princípio lançado pelo jornalista Arnaldo Bloch em sua coluna semanal, no jornal O Globo.
Ora, a fita pode até ser tomada por maniqueísta, uma vez que representa uma única visão, ou verdade, do tema em questão (tráfico de drogas e violência), onde o assunto é mostrado sob o prisma do personagem principal e narrador do filme, Capitão Nascimento, membro do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), interpretado por Wagner Moura.
Porém, há de se fazer uma separação entre o discurso do personagem e o do filme em si, ou do seu diretor e roteirista, que seja. A noção de que o combate à violência deva ser feito com mais violência, utilizando, inclusive, instrumentos de repressão e tortura (como é mostrado no filme), parte do Capitão Nascimento, como figura representante de uma determinada categoria da nossa sociedade, e ganha vida em suas palavras. Mas isso não significa que o idealizador da obra tenha o mesmo pensamento.
A grande questão é que as atitudes do personagem principal acabam por dar voz a um discurso "entalado" na garganta de grande parte da classe média/média-alta carioca, de que "tem de entrar no morro pra matar mesmo!". O que deve ser questionado, portanto, é se nós - cidadãos sufocados pela violência urbana - é que não somos reacionários, ou um pouco fascistas, ao contrário do filme. Quantos de nós não temos um pouco de Capitão Nascimento?
Ao mesmo tempo, Padilha aproveita para dar uma "porrada" nessa mesma classe que vai ao delírio com as atitudes do Capitão Nascimento, que vê no filme um amplificador para o discurso de que "bandido bom é bandido morto". O diretor faz questão de mostrar a parcela de culpa desta classe, enquanto maior consumidora de drogas, na questão do tráfico e do aliciamento de adolescentes para esta prática criminosa: mais um bom exemplo de que Padilha não está comprometido com um único discurso e nem corrobora com o pensamento de grande parte da elite brasileira; a mesma que "manda" matar o traficante e é responsável pelo financiamento do tráfico.
Como disse Wagner Moura em artigo publicado em O Globo, se o filme fosse exibido na Europa, em países como a Suécia, por exemplo, a reação da platéia seria completamente diferente. Os aplausos e os gritos de "caveira" dariam lugar à incredulidade e ao espanto durante as cenas de violência protagonizadas pelo capitão do Bope, torturador, uma pessoa totalmente alheia às noções primárias de direitos humanos. Mas nós, moradores do Rio de Janeiro, de classe média, cansados da eterna guerra entre policiais e traficantes, temos em Capitão Nascimento um herói, uma fantasia excitante do nosso lado mais obscuro.
Ele, treinado para matar e sobreviver nesta mesma guerra que nos assola, representa uma força de elite da polícia, criada para ser o paleativo para a nossa dor de cabeça. E o sistema que não previne é o mesmo que cria o Bope - um remédio - ministrado em doses exageradas de violência e insanidade. Nesse caso, um medicamento de tarja preta.
Prevenir é melhor do que remediar. Esta máxima do senso comum, uma vez aplicada no cotidiano da vida urbana, seria a solução para diversos problemas, sobretudo o da violência e o do tráfico de drogas. No entanto, a ausência do poder público em comunidades carentes e a desigualdade social, entre tantos outros fatores de conhecimento de todos, estimulam o crescimento dessa violência e seduzem cada vez mais jovens, que entram para o mercado do tráfico atraídos pela lógica do dinheiro fácil.
Esta temática, debatida à exaustão em diversos níveis da sociedade após o lançamento do filme Tropa de Elite, de José Padilha, tem despertado opiniões, muitas vezes, equivocadas. Uma dessas vertentes, verbalizadas por uma parcela da mídia brasileira, dá conta de que o filme trata-se de uma obra reacionária ou até mesmo fascista; questionamento a princípio lançado pelo jornalista Arnaldo Bloch em sua coluna semanal, no jornal O Globo.
Ora, a fita pode até ser tomada por maniqueísta, uma vez que representa uma única visão, ou verdade, do tema em questão (tráfico de drogas e violência), onde o assunto é mostrado sob o prisma do personagem principal e narrador do filme, Capitão Nascimento, membro do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), interpretado por Wagner Moura.
Porém, há de se fazer uma separação entre o discurso do personagem e o do filme em si, ou do seu diretor e roteirista, que seja. A noção de que o combate à violência deva ser feito com mais violência, utilizando, inclusive, instrumentos de repressão e tortura (como é mostrado no filme), parte do Capitão Nascimento, como figura representante de uma determinada categoria da nossa sociedade, e ganha vida em suas palavras. Mas isso não significa que o idealizador da obra tenha o mesmo pensamento.
A grande questão é que as atitudes do personagem principal acabam por dar voz a um discurso "entalado" na garganta de grande parte da classe média/média-alta carioca, de que "tem de entrar no morro pra matar mesmo!". O que deve ser questionado, portanto, é se nós - cidadãos sufocados pela violência urbana - é que não somos reacionários, ou um pouco fascistas, ao contrário do filme. Quantos de nós não temos um pouco de Capitão Nascimento?
Ao mesmo tempo, Padilha aproveita para dar uma "porrada" nessa mesma classe que vai ao delírio com as atitudes do Capitão Nascimento, que vê no filme um amplificador para o discurso de que "bandido bom é bandido morto". O diretor faz questão de mostrar a parcela de culpa desta classe, enquanto maior consumidora de drogas, na questão do tráfico e do aliciamento de adolescentes para esta prática criminosa: mais um bom exemplo de que Padilha não está comprometido com um único discurso e nem corrobora com o pensamento de grande parte da elite brasileira; a mesma que "manda" matar o traficante e é responsável pelo financiamento do tráfico.
Como disse Wagner Moura em artigo publicado em O Globo, se o filme fosse exibido na Europa, em países como a Suécia, por exemplo, a reação da platéia seria completamente diferente. Os aplausos e os gritos de "caveira" dariam lugar à incredulidade e ao espanto durante as cenas de violência protagonizadas pelo capitão do Bope, torturador, uma pessoa totalmente alheia às noções primárias de direitos humanos. Mas nós, moradores do Rio de Janeiro, de classe média, cansados da eterna guerra entre policiais e traficantes, temos em Capitão Nascimento um herói, uma fantasia excitante do nosso lado mais obscuro.
Ele, treinado para matar e sobreviver nesta mesma guerra que nos assola, representa uma força de elite da polícia, criada para ser o paleativo para a nossa dor de cabeça. E o sistema que não previne é o mesmo que cria o Bope - um remédio - ministrado em doses exageradas de violência e insanidade. Nesse caso, um medicamento de tarja preta.
Ameaça à liberdade de expressão
Diego Marrul
Não bastasse a censura já imposta pela lógica capitalista aos grandes veículos de mídia, que baseiam suas políticas editoriais em certos conceitos mercadológicos pré-determinados, a mão pesada do Estado está cada vez mais interferindo na liberdade de expressão das pessoas, fato que cresce de forma preocupante em diversos lugares do mundo.
Depois do fechamento da RCTV, na Venezuela, por parte do governo de Hugo Chávez (só para citar um dos exemplos), a violação estatal à liberdade de expressão chegou à Itália, e o pior, atingindo uma mídia considerada, até então, a mais democrática: a internet.
Foi aprovado este mês pelos ministros do país e enviado ao Parlamento um projeto de lei que prevê que todos os blogueiros passem a se registrar no equivalente italiano da Anatel, ganhando certificados e pagando impostos, mesmo que seus respectivos blogs não tenham fins comerciais. Além disso, cada site teria de estar atrelado a uma editora e sob a responsabilidade de um jornalista com certificado profissional. Logo, os endereços eletrônicos estariam sujeitos, em caso de conteúdo difamatório, ao código penal do país.
Trata-se de uma atitude autoritária e anti-democrática do governo local, que nos faz lembrar do fascismo de outrora, quando os cidadãos viviam sob o manto da ditadura, e as mais diversas formas de pensar eram aprisionadas dentro de suas mentes, sem que pudessem ganhar corpo, força.
A atitude dos representantes italianos é preocupante e retrata uma corrente que ganha força no mundo contemporâneo, onde muitos governos tentam recuperar a concentração de poder, uma vez difuso pela facilidade do acesso e divulgação da informação. É importante que os órgãos internacionais atentem para essa questão e tratem de tomar as medidas cabíveis, para que esta prática não aumente e os avanços democráticos, tão celebrados em diversas nações, sofram retrocessos.
Não bastasse a censura já imposta pela lógica capitalista aos grandes veículos de mídia, que baseiam suas políticas editoriais em certos conceitos mercadológicos pré-determinados, a mão pesada do Estado está cada vez mais interferindo na liberdade de expressão das pessoas, fato que cresce de forma preocupante em diversos lugares do mundo.
Depois do fechamento da RCTV, na Venezuela, por parte do governo de Hugo Chávez (só para citar um dos exemplos), a violação estatal à liberdade de expressão chegou à Itália, e o pior, atingindo uma mídia considerada, até então, a mais democrática: a internet.
Foi aprovado este mês pelos ministros do país e enviado ao Parlamento um projeto de lei que prevê que todos os blogueiros passem a se registrar no equivalente italiano da Anatel, ganhando certificados e pagando impostos, mesmo que seus respectivos blogs não tenham fins comerciais. Além disso, cada site teria de estar atrelado a uma editora e sob a responsabilidade de um jornalista com certificado profissional. Logo, os endereços eletrônicos estariam sujeitos, em caso de conteúdo difamatório, ao código penal do país.
Trata-se de uma atitude autoritária e anti-democrática do governo local, que nos faz lembrar do fascismo de outrora, quando os cidadãos viviam sob o manto da ditadura, e as mais diversas formas de pensar eram aprisionadas dentro de suas mentes, sem que pudessem ganhar corpo, força.
A atitude dos representantes italianos é preocupante e retrata uma corrente que ganha força no mundo contemporâneo, onde muitos governos tentam recuperar a concentração de poder, uma vez difuso pela facilidade do acesso e divulgação da informação. É importante que os órgãos internacionais atentem para essa questão e tratem de tomar as medidas cabíveis, para que esta prática não aumente e os avanços democráticos, tão celebrados em diversas nações, sofram retrocessos.
Blog na Itália perdeu o sabor de Pizza
Por: Juliana Ananias
Pois é, se tudo der "certo" blog na Itália pode precisar ter registro e ser pago. Um país europeu que se diz civilizado, democrático, primeiro mundo, agora resolveu limitar a existência dos blogs. E o que é o mundo cyber sem blogs?
Acho que eles (os ministros) querem calar o povo e tentar tapar o sol com a penera (ocultar os problemas do país da pizza), afinal com um clique podemos saber o que se passa aqui, lá ou em qualquer outro lugar do mundo.
A lei aprovada neste mês diz que todos os blogs deverão ser cadastrados, deverão pagar impostos para existir e terão que ter a supervisão de um profissional de jornalismo.
E não acaba por aí, a liberdade de expressão, que é o ponto forte dos blogs (pois nos blogs você opina o quanto quiser), também sofreram ameaças. Os italianos não poderão criticar o governo, caso isto ocorra eles terão que responder na justiça.
Tomara que esta moda não pegue..... Adoro usar Dolce&Gabanna e está bom demais.
Pois é, se tudo der "certo" blog na Itália pode precisar ter registro e ser pago. Um país europeu que se diz civilizado, democrático, primeiro mundo, agora resolveu limitar a existência dos blogs. E o que é o mundo cyber sem blogs?
Acho que eles (os ministros) querem calar o povo e tentar tapar o sol com a penera (ocultar os problemas do país da pizza), afinal com um clique podemos saber o que se passa aqui, lá ou em qualquer outro lugar do mundo.
A lei aprovada neste mês diz que todos os blogs deverão ser cadastrados, deverão pagar impostos para existir e terão que ter a supervisão de um profissional de jornalismo.
E não acaba por aí, a liberdade de expressão, que é o ponto forte dos blogs (pois nos blogs você opina o quanto quiser), também sofreram ameaças. Os italianos não poderão criticar o governo, caso isto ocorra eles terão que responder na justiça.
Tomara que esta moda não pegue..... Adoro usar Dolce&Gabanna e está bom demais.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Osso duro de roer
Por Diego Bacellar
Como uns dos poucos que fazem parte do grupo que resiste a assistir ao filme “Tropa de Elite”, eu posso falar do preconceito que as pessoas têm comigo. Sofro discriminação ainda por não ter comprado uma cópia pirata da obra dirigida por José Padilha nos camelôs da cidade ou por não ter ido ao cinema assistir à versão completa com cinco minutos a mais (que para mim não fazem a mínima diferença).
Mas sinto também a necessidade de mostrar o meu próprio preconceito contra o filme. Não apenas por ser mais um que aborda o tema “inédito” que é a violência, mas também por se tratar de uma produção nacional. Por mais que o cinema brasileiro esteja avançando a passos largos, eu ainda sinto falta de uma estética mais moderna, talvez mais hollywoodiana, onde eu consiga entender o que se passa na tela e o câmera não fique correndo com a filmadora na mão sem focar em absolutamente nada.
Sim, meu amigos cult-bacaninhas acham isso o máximo, o supra-sumo do cinema cult, a evidência de um cinema realista dentro de um estilo próprio (embora tenha vindo da França). Mas eu não consigo, ainda vou relutar e só vou assistir à “Tropa de Elite” quando for exibido na TV, o que deve acontecer em janeiro, quando a Globo anuncia os filmes de maior bilheteria de 2007 que serão exibidos por ela em 2008.
Como uns dos poucos que fazem parte do grupo que resiste a assistir ao filme “Tropa de Elite”, eu posso falar do preconceito que as pessoas têm comigo. Sofro discriminação ainda por não ter comprado uma cópia pirata da obra dirigida por José Padilha nos camelôs da cidade ou por não ter ido ao cinema assistir à versão completa com cinco minutos a mais (que para mim não fazem a mínima diferença).
Mas sinto também a necessidade de mostrar o meu próprio preconceito contra o filme. Não apenas por ser mais um que aborda o tema “inédito” que é a violência, mas também por se tratar de uma produção nacional. Por mais que o cinema brasileiro esteja avançando a passos largos, eu ainda sinto falta de uma estética mais moderna, talvez mais hollywoodiana, onde eu consiga entender o que se passa na tela e o câmera não fique correndo com a filmadora na mão sem focar em absolutamente nada.
Sim, meu amigos cult-bacaninhas acham isso o máximo, o supra-sumo do cinema cult, a evidência de um cinema realista dentro de um estilo próprio (embora tenha vindo da França). Mas eu não consigo, ainda vou relutar e só vou assistir à “Tropa de Elite” quando for exibido na TV, o que deve acontecer em janeiro, quando a Globo anuncia os filmes de maior bilheteria de 2007 que serão exibidos por ela em 2008.
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