Em entrevista após o lançamento da campanha do Dia Mundial de LutaContra a Aids 2007, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, voltoua demonstrar preocupação com os casos de aborto entre jovens. Segundo o ministro, este é um assunto a ser tratado como uma política públicade saúde. Temporão afirmou que cerca de dez por cento das jovens que engravidam acabam interrompendo a gravidez e muitas delas o fazem sem os mínimos cuidados e atenção médica. Ele citou dados da pesquisa divulgada pelo Banco Mundial, que diz que 68 mil mulheres morrem anualmente em decorrência de abortos mal realizados.
O aborto, com riscos reduzidos, no Brasil só funcionada para as mulheres que podem pagar por uma clínica, onde o preço varia de 600 a três mil reais. Mas infelizmente essa não é a realidade da maioria das meninas e mulheres que tem uma gravidez indesejada. As mais pobres recorrem principalmente à famosa saída, utilizada com freqüência em países que proíbem à mulher o direito de escolher ter ou não um filho, que é citotec.
O citotec é um remédio para úlcera, mas possui efeito abortivo. O medicamento custa aproximadamente 100 reais no mercado negro farmacêutico, mas nem sempre ele faz o efeito esperado. Em alguns casos, o aborto acaba deixando restos fetais, necessitando fazer uma curetagem, ou simplesmente o bebê continua sendo formado, mas com alguma deficiência. E atualmente, as mulheres que recorrem ao medicamento estão sujeitas a cair na máfia das falsificações.
Para garantir mais segurança a mulher que deseja interromper uma gravidez, muitos países com indicies de desenvolvimento humano disparadamente superiores ao do Brasil, como: Itália, Áustria, França e Holanda, já garantem o direito de se fazer um aborto legal. Mas para isso, existem regras e elas são devidamente respeitadas. A interrupção da gravidez, feita até um mês e meio de gestação, não causa dor ao feto como muitos imaginam. O motivo é por que os receptores da dor só surgem na pele a partir da sétima semana.
É inegável que a mulher possui o direito de decidir as questões do seu corpo. Em alguns lugares isso é respeitado e em outros, com uma cultura machista enrraizada e atrasados em relação a informações, ainda não. Aqueles que não concordam com o aborto, que não o façam, mas é um crime querer tiram das outras pessoas o direito de interromper uma gravidez com segurança.
O grande absurdo, não é realizar um aborto consciente, e sim tirar da mulher o direito de ser uma cidadã com direitos iguais a todos os outros da sociedade. Atraso, machismo e discriminação são aspectos de uma sociedade arcaica que quer calar as mulheres e colocar seus direitos abaixo do dos homens. É bem provável que se o homem que ficasse grávido, o aborto já tivesse sido legalizado.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Uma questão de responsabilidade
Por Bruno Batista
A vida é feita de escolhas e de decisões. O tempo todo temos que decidir coisas de menor importância e algumas vezes coisas de grande relevância; escolhas que mudarão o futuro ou até mesmo o presente. Seres humanos podem decidir, têm o dom do discernimento.
Quando criança, já somos obrigados a tomar decisões e conforme os anos vão se passando estas escolhas ficam cada vez mais cruciais no desenrolar de toda uma vida. Portanto, se decidimos comprar um carro e não uma moto, se optamos por viajar de ônibus e não de avião, e se atualmente é normal até escolhermos nossa orientação sexual, porque não poder decidir entre gerar uma vida ou não?
Se toda ação gera uma reação, ou seja, toda atitude tem uma conseqüência para quem a praticou, então é de responsabilidade única do indivíduo as conseqüências da realização de um aborto.
Obviamente, que é sempre mais prudente e até mesmo mais correto prevenir a gravidez. Existem inúmeros métodos anticoncepcionais para que não ocorra uma gravidez indesejada e estes são cada vez mais divulgados e acessíveis. No entanto, em muitos casos estes métodos falham, ou não são usados, e a natureza faz a sua parte.
Acontece que atualmente ter um filho não é simplesmente gerar uma criança. Ser mãe é assumir uma grande responsabilidade e devido a uma série de falhas no sistema governamental, principalmente dos países de terceiro mundo como o Brasil, muitas mulheres engravidam ainda na adolescência, geralmente sem ter estrutura familiar e social para dar ao filho aquilo que ele precisa.
A conseqüência do nascimento indesejado de uma criança em um ambiente desfavorável, tanto econômica quanto psicologicamente, pode ser constatada nos altos índices de violência e na crescente favelização dos países pobres.
No entanto, o principal argumento em defesa da legalização do aborto talvez seja a melhora do atendimento às mulheres que desejam ter a sua gestação interrompida. Como esta prática é proibida, os lugares que realizam o procedimento são clandestinos e na maioria das vezes não possuem equipamentos, nem pessoal especializado para qualquer emergência que ocorra, daí o grande número de mulheres que morrem ou ficam com seqüelas ao realizarem um aborto. Tornando-se legal a prática do aborto, as clínicas e hospitais teriam que oferecer condições adequadas, pois estariam sujeitas a uma fiscalização mais efetiva.
Portanto, cabe à sociedade refletir a respeito de valores religiosos e morais arcaicos que insistem em apenas piorar o quadro caótico dos países pobres, que não oferecem a mínima estrutura social para as suas crianças. Fazer um aborto não é tirar uma vida, é apenas decidir sobre a responsabilidade, ou não, de gerar e dar a luz a uma criança naquele momento.
A vida é feita de escolhas e de decisões. O tempo todo temos que decidir coisas de menor importância e algumas vezes coisas de grande relevância; escolhas que mudarão o futuro ou até mesmo o presente. Seres humanos podem decidir, têm o dom do discernimento.
Quando criança, já somos obrigados a tomar decisões e conforme os anos vão se passando estas escolhas ficam cada vez mais cruciais no desenrolar de toda uma vida. Portanto, se decidimos comprar um carro e não uma moto, se optamos por viajar de ônibus e não de avião, e se atualmente é normal até escolhermos nossa orientação sexual, porque não poder decidir entre gerar uma vida ou não?
Se toda ação gera uma reação, ou seja, toda atitude tem uma conseqüência para quem a praticou, então é de responsabilidade única do indivíduo as conseqüências da realização de um aborto.
Obviamente, que é sempre mais prudente e até mesmo mais correto prevenir a gravidez. Existem inúmeros métodos anticoncepcionais para que não ocorra uma gravidez indesejada e estes são cada vez mais divulgados e acessíveis. No entanto, em muitos casos estes métodos falham, ou não são usados, e a natureza faz a sua parte.
Acontece que atualmente ter um filho não é simplesmente gerar uma criança. Ser mãe é assumir uma grande responsabilidade e devido a uma série de falhas no sistema governamental, principalmente dos países de terceiro mundo como o Brasil, muitas mulheres engravidam ainda na adolescência, geralmente sem ter estrutura familiar e social para dar ao filho aquilo que ele precisa.
A conseqüência do nascimento indesejado de uma criança em um ambiente desfavorável, tanto econômica quanto psicologicamente, pode ser constatada nos altos índices de violência e na crescente favelização dos países pobres.
No entanto, o principal argumento em defesa da legalização do aborto talvez seja a melhora do atendimento às mulheres que desejam ter a sua gestação interrompida. Como esta prática é proibida, os lugares que realizam o procedimento são clandestinos e na maioria das vezes não possuem equipamentos, nem pessoal especializado para qualquer emergência que ocorra, daí o grande número de mulheres que morrem ou ficam com seqüelas ao realizarem um aborto. Tornando-se legal a prática do aborto, as clínicas e hospitais teriam que oferecer condições adequadas, pois estariam sujeitas a uma fiscalização mais efetiva.
Portanto, cabe à sociedade refletir a respeito de valores religiosos e morais arcaicos que insistem em apenas piorar o quadro caótico dos países pobres, que não oferecem a mínima estrutura social para as suas crianças. Fazer um aborto não é tirar uma vida, é apenas decidir sobre a responsabilidade, ou não, de gerar e dar a luz a uma criança naquele momento.
Aborto: Ilegal somente para os pobres
Por Nathan de Lima
A legalização do abordo costuma gerar muita polêmica, mas normalmente só em países menos desenvolvidos, ou escravos de crenças religiosas. Interromper uma gravidez indesejada é um direito de todo casal, principalmente se ele não tiver condições financeiras o suficiente para gerar e cuidar desta criança. Recentemente as noticiais sobre recém nascidos abandonados em rios, ou latas de lixo vem aumentando, como o caso que aconteceu recentemente em Manaus, onde o sofrimento do bebê só não foi maior porque um jardineiro o encontrou com cordão umbilical e tudo.
Não é de se esperar outra atitude de uma mãe que para o bem de seu filho, em um país onde os salários são tão baixos, queira evitar que seus descendentes já nasçam pré-destinados à fome, miséria e abuso de uma sociedade, que torce pela morte dos mais fracos, para poder continuar lucrando.
Além do mais, o aborto só é ilegal para quem não tem dinheiro para fazê-lo. Hoje em dia é fácil e quase todos das classes A, B ou C, sabem encontrar uma clínica especializada, que infelizmente por não ter apoio do governo, acaba não dando garantias de um trabalho bem feito, fazendo do aborto a segunda maior causa de morte materna em algumas cidades brasileiras.
Algumas nações mais desenvolvidas, como a Holanda, estão tentando praticar o “livre arbítrio” pregado na bíblia sagrada e para isso lançaram um barco chamado de Women on Waves , que pratica o abordo em águas internacionais.
A legalização do abordo costuma gerar muita polêmica, mas normalmente só em países menos desenvolvidos, ou escravos de crenças religiosas. Interromper uma gravidez indesejada é um direito de todo casal, principalmente se ele não tiver condições financeiras o suficiente para gerar e cuidar desta criança. Recentemente as noticiais sobre recém nascidos abandonados em rios, ou latas de lixo vem aumentando, como o caso que aconteceu recentemente em Manaus, onde o sofrimento do bebê só não foi maior porque um jardineiro o encontrou com cordão umbilical e tudo.
Não é de se esperar outra atitude de uma mãe que para o bem de seu filho, em um país onde os salários são tão baixos, queira evitar que seus descendentes já nasçam pré-destinados à fome, miséria e abuso de uma sociedade, que torce pela morte dos mais fracos, para poder continuar lucrando.
Além do mais, o aborto só é ilegal para quem não tem dinheiro para fazê-lo. Hoje em dia é fácil e quase todos das classes A, B ou C, sabem encontrar uma clínica especializada, que infelizmente por não ter apoio do governo, acaba não dando garantias de um trabalho bem feito, fazendo do aborto a segunda maior causa de morte materna em algumas cidades brasileiras.
Algumas nações mais desenvolvidas, como a Holanda, estão tentando praticar o “livre arbítrio” pregado na bíblia sagrada e para isso lançaram um barco chamado de Women on Waves , que pratica o abordo em águas internacionais.
LEGALIZE JÁ!
Por: Glaucio Netto
O aborto, assim como as drogas, ainda é um assunto tratado com muitos tabus aqui no Brasil, onde religião e política são apenas dois dos muitos fatores que estão relacionados ao tema. A legalização é a solução, em curto prazo, que podemos tomar para que mais mulheres não percam sua vida numa clínica clandestina ou na mão de um médico que mais parece um açougueiro.
A igreja católica é extremamente contra a legalização do aborto, assim como o uso da camisinha. O que ela esquece, é que estamos no século 21 e que as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), assim como a alta taxa de natalidade infantil no nosso país, fazem parte do nosso triste cotidiano.
O atual ministro de saúde, José Gomes Temporão, confirma que o aborto é uma questão de saúde pública. Mas em contraponto, projetos já tramitam a mais de dez anos na Câmara e não chegam a nenhum veredicto. Não adianta esses planos ficarem apenas nas palavras, pois estas voam. É necessário, em primeiro lugar, uma política de saúde para mulher que distribua, gratuitamente, contraceptivos e material informativo sobre os anticoncepcionais para adolescente e faça medicina preventiva (exames).
Legalizar o aborto não quer dizer que ele vai ser usado em qualquer caso. Para que isso não aconteça é necessário, mais uma vez, que o governo explique como funcionará essa lei para que este não vire um método contraceptivo. O que realmente está em jogo é a vida de mulheres de classes baixas que não tem dinheiro para pagar uma clínica particular e o seu direito de escolher o que julga melhor para si.
O aborto, assim como as drogas, ainda é um assunto tratado com muitos tabus aqui no Brasil, onde religião e política são apenas dois dos muitos fatores que estão relacionados ao tema. A legalização é a solução, em curto prazo, que podemos tomar para que mais mulheres não percam sua vida numa clínica clandestina ou na mão de um médico que mais parece um açougueiro.
A igreja católica é extremamente contra a legalização do aborto, assim como o uso da camisinha. O que ela esquece, é que estamos no século 21 e que as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), assim como a alta taxa de natalidade infantil no nosso país, fazem parte do nosso triste cotidiano.
O atual ministro de saúde, José Gomes Temporão, confirma que o aborto é uma questão de saúde pública. Mas em contraponto, projetos já tramitam a mais de dez anos na Câmara e não chegam a nenhum veredicto. Não adianta esses planos ficarem apenas nas palavras, pois estas voam. É necessário, em primeiro lugar, uma política de saúde para mulher que distribua, gratuitamente, contraceptivos e material informativo sobre os anticoncepcionais para adolescente e faça medicina preventiva (exames).
Legalizar o aborto não quer dizer que ele vai ser usado em qualquer caso. Para que isso não aconteça é necessário, mais uma vez, que o governo explique como funcionará essa lei para que este não vire um método contraceptivo. O que realmente está em jogo é a vida de mulheres de classes baixas que não tem dinheiro para pagar uma clínica particular e o seu direito de escolher o que julga melhor para si.
A vida é dom de Deus por isso diga NÃO ao aborto
Por: Ana Luiza Castro
O aborto no Brasil é considerado crime, exceto em dois casos: estupro e risco de vida materno. Ultimamente tem-se discutido a respeito do direito ao aborto de fetos anencéfalos (sem cerébro), o que está causando grande discussões sobre o tema. A proibição ao aborto iniciou a partir da metade do século XIX, nos países industrializados, tendo como argumento os perigos clínicos da ação e algumas vezes a referência ao direito moral do embrião à vida a partir da sua concepção, considerando-se assim o aborto como um ato de assassinato.
Hoje, principalmente nos países do terceiro mundo o aborto clandestino traz consequencias altamente indesejáveis às mulheres. Os métodos contraceptivos não são totalmente seguros e nem todas as mulheres têm acesso à informação de como eles funcionam (apesar da massificação da divulgação a partir do século XX), ou ainda acesso a eles nos postos de saúde, dinheiro para comprar, no sítio onde vivem ou não estarem disponíveis à menores sem autorização dos pais.
Ainda nos dias de hoje trabalhar por um salário tornou-se necessidade para as mulheres, tornando-se cada vez mais difícil conciliar o trabalho com as responsabilidades maternas. Muitas mulheres tem que abandonar sua profissão para se dedicar à maternidade, enquanto outras quase não mantém contato com seus filhas depois que nascem, pois precisam se dedicar ao trabalho e assim poder sustenta-las. Ainda torna-se mais difícil a obter um grau de educação maior por muitas terem que parar os estudos.
Aqueles que defendem a criminalização do aborto falam do direito à vida do feto, e de fato isso não seria algo absurdo, pois estamos falando de vida, que é um dom de Deus e as pessoas não devem simplesmente fazerem o que querem com os filhos que estão para serem gerados, simplesmente porque estão dentro do próprio corpo e que foi fruto de um ato que proporciona prazer. Isso está errado, a vida tem que ser respeitada. Com 3 meses de vida já é possível ver o coração de um feto pulsando rapidamente, o que por si só causa grande emoção a quem vê e escuta em exames de ultra-som. Mas ao mesmo tempo, o sistema nervoso não está completo, mas se desenvolvendo. Cabe nessa hora a decisão se esse ser que está se formando já possui o direito à vida ou se ainda está submetido aos direitos da mãe, e é neste tipo de discussão que reside as principais direnças entre os denfensores e opositores do aborto. Os direitos básicos dos seres humanos referem-se ao direito à vida, à liberdade, à autodeterminação, etc., mas com a probição do aborto isto é posto em perigo. 200 mil mulheres morrem todos os anos vítimas de abortos ilegais , mas de qualquer forma o direito a vida tem que ser respeitado sim, embora, muitos sejam contra.
Em 1998 uma mulher morreu a cada três dias no brasil vítima de aborto realizado em condições de clandestinidade, quando o aborto em condições adequadas torna-se mais seguro que a realização de um parto. Outras morrem por partos involuntários quando não encontram onde abortar, ou quando são pressionadas a não fazer. Muitas daquelas que têm seus filhos não tem condições de criar seus filhos, tendo de entregar para a adoção, causando grande sofrimento à mulher.
O aborto no Brasil é considerado crime, exceto em dois casos: estupro e risco de vida materno. Ultimamente tem-se discutido a respeito do direito ao aborto de fetos anencéfalos (sem cerébro), o que está causando grande discussões sobre o tema. A proibição ao aborto iniciou a partir da metade do século XIX, nos países industrializados, tendo como argumento os perigos clínicos da ação e algumas vezes a referência ao direito moral do embrião à vida a partir da sua concepção, considerando-se assim o aborto como um ato de assassinato.
Hoje, principalmente nos países do terceiro mundo o aborto clandestino traz consequencias altamente indesejáveis às mulheres. Os métodos contraceptivos não são totalmente seguros e nem todas as mulheres têm acesso à informação de como eles funcionam (apesar da massificação da divulgação a partir do século XX), ou ainda acesso a eles nos postos de saúde, dinheiro para comprar, no sítio onde vivem ou não estarem disponíveis à menores sem autorização dos pais.
Ainda nos dias de hoje trabalhar por um salário tornou-se necessidade para as mulheres, tornando-se cada vez mais difícil conciliar o trabalho com as responsabilidades maternas. Muitas mulheres tem que abandonar sua profissão para se dedicar à maternidade, enquanto outras quase não mantém contato com seus filhas depois que nascem, pois precisam se dedicar ao trabalho e assim poder sustenta-las. Ainda torna-se mais difícil a obter um grau de educação maior por muitas terem que parar os estudos.
Aqueles que defendem a criminalização do aborto falam do direito à vida do feto, e de fato isso não seria algo absurdo, pois estamos falando de vida, que é um dom de Deus e as pessoas não devem simplesmente fazerem o que querem com os filhos que estão para serem gerados, simplesmente porque estão dentro do próprio corpo e que foi fruto de um ato que proporciona prazer. Isso está errado, a vida tem que ser respeitada. Com 3 meses de vida já é possível ver o coração de um feto pulsando rapidamente, o que por si só causa grande emoção a quem vê e escuta em exames de ultra-som. Mas ao mesmo tempo, o sistema nervoso não está completo, mas se desenvolvendo. Cabe nessa hora a decisão se esse ser que está se formando já possui o direito à vida ou se ainda está submetido aos direitos da mãe, e é neste tipo de discussão que reside as principais direnças entre os denfensores e opositores do aborto. Os direitos básicos dos seres humanos referem-se ao direito à vida, à liberdade, à autodeterminação, etc., mas com a probição do aborto isto é posto em perigo. 200 mil mulheres morrem todos os anos vítimas de abortos ilegais , mas de qualquer forma o direito a vida tem que ser respeitado sim, embora, muitos sejam contra.
Em 1998 uma mulher morreu a cada três dias no brasil vítima de aborto realizado em condições de clandestinidade, quando o aborto em condições adequadas torna-se mais seguro que a realização de um parto. Outras morrem por partos involuntários quando não encontram onde abortar, ou quando são pressionadas a não fazer. Muitas daquelas que têm seus filhos não tem condições de criar seus filhos, tendo de entregar para a adoção, causando grande sofrimento à mulher.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Legalização do aborto: uma questão de saúde pública
Por: Diego Marrul
A polêmica sobre o aborto voltou à tona quando recentemente o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, logo após tomar posse do cargo, revelou o desejo de fazer um plebiscito sobre a legalização da prática. Se aprovada, a rede pública nacional de saúde passaria a fazer procedimentos de interrupção de gravidezes indesejadas. A atitude mostra que Temporão é um representante popular corajoso e sintonizado com seu tempo, que trata o assunto como um problema de saúde pública a ser repensado.
No entanto, justamente por tratar-se de uma questão de saúde pública, a legalização do ato deve ser decidida pelo Estado, e não por voto popular, este, muito mais sucinto a decisões equivocadas. Entre os argumentos para comprovar a importância da descriminalização da prática, o fato de o aborto - feito em larga escala, de forma clandestina - ser a segunda maior causa de morte materna em algumas cidades brasileiras.
Mesmo assim, sua legalização ainda é um tema que desperta a fúria de muitas pessoas. Para que isso mude, seria importante que o governo fizesse campanhas de esclarecimento sobre o real significado da interrupção de uma gravidez, alertando para a importância dessa medida em relação ao planejamento familiar e à preservação da vida de milhares de mulheres.
Vivemos num Estado laico, ou seja, independente de crenças religiosas no que diz respeito a decisões políticas. Ao ser encarada como uma questão de saúde, a legalização do aborto deixa para trás o preconceito implícito em questões morais e religiosas. O cidadão, sobretudo, pode ser contrário ao aborto, mas não contrário àquelas pessoas que o desejam tê-lo como opção.
A polêmica sobre o aborto voltou à tona quando recentemente o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, logo após tomar posse do cargo, revelou o desejo de fazer um plebiscito sobre a legalização da prática. Se aprovada, a rede pública nacional de saúde passaria a fazer procedimentos de interrupção de gravidezes indesejadas. A atitude mostra que Temporão é um representante popular corajoso e sintonizado com seu tempo, que trata o assunto como um problema de saúde pública a ser repensado.
No entanto, justamente por tratar-se de uma questão de saúde pública, a legalização do ato deve ser decidida pelo Estado, e não por voto popular, este, muito mais sucinto a decisões equivocadas. Entre os argumentos para comprovar a importância da descriminalização da prática, o fato de o aborto - feito em larga escala, de forma clandestina - ser a segunda maior causa de morte materna em algumas cidades brasileiras.
Mesmo assim, sua legalização ainda é um tema que desperta a fúria de muitas pessoas. Para que isso mude, seria importante que o governo fizesse campanhas de esclarecimento sobre o real significado da interrupção de uma gravidez, alertando para a importância dessa medida em relação ao planejamento familiar e à preservação da vida de milhares de mulheres.
Vivemos num Estado laico, ou seja, independente de crenças religiosas no que diz respeito a decisões políticas. Ao ser encarada como uma questão de saúde, a legalização do aborto deixa para trás o preconceito implícito em questões morais e religiosas. O cidadão, sobretudo, pode ser contrário ao aborto, mas não contrário àquelas pessoas que o desejam tê-lo como opção.
A escolha de poder abortar
Por: Simone Mattos
Há tempos a questão polêmica da legalização do aborto é discutida no Brasil. O tema sempre comporta análises sobre vários aspectos: morais, éticos, jurídicos, científicos, teológicos e, sobretudo políticos. Discutir quando se inicia a vida, quando começa a existência do ser humano ou se a mulher como dona do seu corpo tem direito de abortar, são aspectos que marcam os debates.
O que torna a discussão ainda mais calorosa é que sendo então a mulher dona do seu corpo, não poderia ela decidir se quer ou não gerar aquele filho? Nenhuma mulher deve ser obrigada a gerar um filho não desejado, não importando qual tenha sido o motivo da gravidez. Sejamos razoáveis ao analisarmos os fatos e que haja um posicionamento coerente sobre cada situação de aborto. Chega de maniqueísmo: não se trata de ser contra ou a favor do aborto.
Enquanto o assunto é discutido no mundo todo se legaliza ou não, meninas estão morrendo por falta de conhecimento e utilização de alternativas baratas e provocando o aborto com Cytotec ou agulha de tricô inserida na vagina. Permitir que uma mulher possa decidir sobre abortar ou não, é cidadania, é direitos humanos. O contrário disso é defender um agrupamento inicial de células em detrimento de uma vida.
Proibir o aborto não termina com o problema, até porque questões sociais também não acabam por decreto. Criminalizar o aborto é torná-lo clandestino. Está na hora de acabar com os tabus! Os abortos existem e devem se tornar seguros. Permitam que a mulher possa gerar uma vida quando ela quiser e puder. Isso não quer dizer que não deva haver mais saúde pública, mais educação sexual e mais distribuição de contraceptivos. “Onde há dúvida, há liberdade”.
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO. QUEM DECIDE?
Por : Priscila Santanna
A discussão sobre a descriminalização do aborto é tão explosiva quanto o debate sobre a eutanásia. Ou até mais , porque , além de envolver conceitos semelhantes de defesa da vida, a polêmica reacende a velha questão da liberdade da mulher de fazer escolhas. Todos decidem por ela: a lei proíbe a interrupção da gestação, as religiões atemorizam dizendo que é pecado e a sociedade muitas vezes discrimina quem faz.
Legalizar o aborto não significa liberar o abortamento a torto e a direito. Hoje ele ocorre dessa maneira, com custo social alto. Fica mais caro mantê-lo como crime do que liberar e investir em métodos contraceptivos. As mulheres que têm boa condição financeira interrompem a gravidez com segurança e qualidade em clínicas privadas. Já as pobres enfrentam seqüelas terríveis ou morrem em números muito maiores.
Segundo o Código Penal, aquela que aborta comete crime. A punição prevê três anos de prisão, mas a lei não é cumprida. Então, se não é respeitada, por que é mantida na legislação? É preciso questionar o que há por trás dessas barreiras que impedem a mulher de escolher o que fazer com a gravidez indesejada. Setores conservadores se sentem ameaçados diante da possibilidade de a mulher ganhar mais autonomia. Alguns homens colocam-se contra por questões relacionadas ao domínio da descendência, herança e patrimônio. Isso sem falar da pressão moral imposta pela igreja. Para os fiéis, a mulher é obrigada a carregar nove meses um bebê sem cérebro, que não tem nenhuma chance de sobreviver fora do útero.
As mulheres que abortam agem cheias de culpa, acreditando que estão cometendo um pecado e uma infração. Mas fazem. Se a lei fosse alterada, qualquer uma que interrompesse a gravidez, passaria a contar com assistência médica, psicológica e amparo do Estado, incluindo programas de contracepção eficazes e acessíveis. Afinal, não cabe a ela optar se quer ou não ser mãe?
A discussão sobre a descriminalização do aborto é tão explosiva quanto o debate sobre a eutanásia. Ou até mais , porque , além de envolver conceitos semelhantes de defesa da vida, a polêmica reacende a velha questão da liberdade da mulher de fazer escolhas. Todos decidem por ela: a lei proíbe a interrupção da gestação, as religiões atemorizam dizendo que é pecado e a sociedade muitas vezes discrimina quem faz.
Legalizar o aborto não significa liberar o abortamento a torto e a direito. Hoje ele ocorre dessa maneira, com custo social alto. Fica mais caro mantê-lo como crime do que liberar e investir em métodos contraceptivos. As mulheres que têm boa condição financeira interrompem a gravidez com segurança e qualidade em clínicas privadas. Já as pobres enfrentam seqüelas terríveis ou morrem em números muito maiores.
Segundo o Código Penal, aquela que aborta comete crime. A punição prevê três anos de prisão, mas a lei não é cumprida. Então, se não é respeitada, por que é mantida na legislação? É preciso questionar o que há por trás dessas barreiras que impedem a mulher de escolher o que fazer com a gravidez indesejada. Setores conservadores se sentem ameaçados diante da possibilidade de a mulher ganhar mais autonomia. Alguns homens colocam-se contra por questões relacionadas ao domínio da descendência, herança e patrimônio. Isso sem falar da pressão moral imposta pela igreja. Para os fiéis, a mulher é obrigada a carregar nove meses um bebê sem cérebro, que não tem nenhuma chance de sobreviver fora do útero.
As mulheres que abortam agem cheias de culpa, acreditando que estão cometendo um pecado e uma infração. Mas fazem. Se a lei fosse alterada, qualquer uma que interrompesse a gravidez, passaria a contar com assistência médica, psicológica e amparo do Estado, incluindo programas de contracepção eficazes e acessíveis. Afinal, não cabe a ela optar se quer ou não ser mãe?
Aborto Governamental
Por Gabriel Rios
Títulos que não se cansam... Existem possibilidades de novas discussões de temas antigos e/ou atuais por inéditas vertentes. Ou profissionais da informação aproveitam declarações de personalidades para noticiar o fato. Aborto!
Saímos da fase infantil e catequese evangélica de Garotinhos e Garotinhas, para a atual maturidade do nosso governo estadual. Sérgio Cabral “filho” em uma de suas recentes declarações defendeu o aborto em relação ao combate da violência no país. Destaca-se o fato de que mesmo ele sendo contra o aborto, nessa vertente do combate à violência, ele acredita nessa solução.
Quem é o marginal? O morador da Rocinha? O nosso ilustre governador? Ou a mãe que praticou o aborto? Está à margem o profissional de educação do nosso estado que ganha um miserável salário, é a criança que não tem merenda escolar, são os pais que não conseguem levar os seus filhos para as escolas, pois a nossa preparada polícia militar em suas guerrilhas diárias com narcotraficantes transportam a população com balas e traçantes... Vamos discutir esses temas?
A Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma que “todo o indivíduo tem direito à vida” (artigo 3.º).O aborto provocado, independentemente do momento em que é realizado, acarreta sempre a destruição de uma vida humana, a quem é negada a continuação do seu desenvolvimento, impedindo-se o seu nascimento e a expressão do seu potencial como criança e adulto.
Títulos que não se cansam... Existem possibilidades de novas discussões de temas antigos e/ou atuais por inéditas vertentes. Ou profissionais da informação aproveitam declarações de personalidades para noticiar o fato. Aborto!
Saímos da fase infantil e catequese evangélica de Garotinhos e Garotinhas, para a atual maturidade do nosso governo estadual. Sérgio Cabral “filho” em uma de suas recentes declarações defendeu o aborto em relação ao combate da violência no país. Destaca-se o fato de que mesmo ele sendo contra o aborto, nessa vertente do combate à violência, ele acredita nessa solução.
Quem é o marginal? O morador da Rocinha? O nosso ilustre governador? Ou a mãe que praticou o aborto? Está à margem o profissional de educação do nosso estado que ganha um miserável salário, é a criança que não tem merenda escolar, são os pais que não conseguem levar os seus filhos para as escolas, pois a nossa preparada polícia militar em suas guerrilhas diárias com narcotraficantes transportam a população com balas e traçantes... Vamos discutir esses temas?
A Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma que “todo o indivíduo tem direito à vida” (artigo 3.º).O aborto provocado, independentemente do momento em que é realizado, acarreta sempre a destruição de uma vida humana, a quem é negada a continuação do seu desenvolvimento, impedindo-se o seu nascimento e a expressão do seu potencial como criança e adulto.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Não mate o seu filho
Por Marcella Bastos
O aborto é um assunto controverso e polêmico, mas muito atual em suas formas e conseqüências. No Brasil o aborto é crime, salvo casos de estupro ou má formação do feto. Os médicos e todos os profissionais da área de saúde têm o dever de abominar as práticas abortivas, já que eles têm compromisso com a vida. Apesar de tudo isso o aborto é realizado indiscriminadamente no Brasil.
Muito se fala no direto da mulher, no livre arbítrio do próprio corpo... Mas e o direito do feto? A mulher pode exercer o livre arbítrio no momento em que ela se previne ou não para evitar uma gravidez, mas esta mesma decisão não pode ser tomada pelo bebê, que não pode escolher por viver ou não. Acidente não é o melhor nome nesses casos, mas sim descuidos.
Se o indivíduo deixou de respirar, ou deixou de pulsar o coração, ele é considerado morto. Deveria então, reconhecer o início da vida como o momento em que o coração começa a bater, o que ocorre muitos meses antes do nascimento, quando os pulmões são ativados. Com três meses, já é possível ver e escutar o coração de um feto pulsando rapidamente em exames de ultra-som.
O aborto envolve números absurdos, e já é a terceira causa de morte materna, por isso cresce a discussão em torno do tema. Ou seja, em vez de combater esse tipo de comportamento, vão tentar torná-lo legal. É importante lembrar que a mulher não passa a ser mãe depois que a criança nasce, mas durante a gravidez. Por isso não deve existir diferença em abandonar um bebê no rio depois que nasce, ou matá-lo ainda na barriga, os dois comportamentos são assassinos.
O aborto é um assunto controverso e polêmico, mas muito atual em suas formas e conseqüências. No Brasil o aborto é crime, salvo casos de estupro ou má formação do feto. Os médicos e todos os profissionais da área de saúde têm o dever de abominar as práticas abortivas, já que eles têm compromisso com a vida. Apesar de tudo isso o aborto é realizado indiscriminadamente no Brasil.
Muito se fala no direto da mulher, no livre arbítrio do próprio corpo... Mas e o direito do feto? A mulher pode exercer o livre arbítrio no momento em que ela se previne ou não para evitar uma gravidez, mas esta mesma decisão não pode ser tomada pelo bebê, que não pode escolher por viver ou não. Acidente não é o melhor nome nesses casos, mas sim descuidos.
Se o indivíduo deixou de respirar, ou deixou de pulsar o coração, ele é considerado morto. Deveria então, reconhecer o início da vida como o momento em que o coração começa a bater, o que ocorre muitos meses antes do nascimento, quando os pulmões são ativados. Com três meses, já é possível ver e escutar o coração de um feto pulsando rapidamente em exames de ultra-som.
O aborto envolve números absurdos, e já é a terceira causa de morte materna, por isso cresce a discussão em torno do tema. Ou seja, em vez de combater esse tipo de comportamento, vão tentar torná-lo legal. É importante lembrar que a mulher não passa a ser mãe depois que a criança nasce, mas durante a gravidez. Por isso não deve existir diferença em abandonar um bebê no rio depois que nasce, ou matá-lo ainda na barriga, os dois comportamentos são assassinos.
Legalização do aborto já
Por Joice Pereira
Discutir sobre violência e legalização do aborto é um dos assunto em pauta do governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral que falou ontem ao Jornal O dia sobre legalizar o aborto (http://odia.terra.com.br/rio) e sobre à redução dos índices de violência no estado. Como já havia feito no mês de janeiro, Cabral até citou a tese do livro ‘Freakonomics’ que associa a queda da taxa de criminalidade dos Estados Unidos, nos anos 1990, ao maior número de abortos ocorridos a partir de 1973, quando a Suprema Corte reconheceu o direito das mulheres ao aborto legal e seguro.
Cabral fez uma comparação às taxas de natalidade dos bairros da Zona Sul, semelhantes às de países europeus, com as de comunidades carentes, que são similares às de países africanos. O governador ainda disse que: “Infelizmente, nas comunidades mais carentes do Rio, as mulheres não conseguem ter uma orientação dos governos em termos de planejamento familiar e têm uma natalidade de países africanos”, explicou Cabral.
Em outra entrevista, ao site G1, o governador chegou a dizer que estas taxas de natalidade são como uma “fábrica de produzir marginal”. “Não vejo a classe política discutir isso. Fico muito aflito. Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, são padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal”.
Para o governador, os confrontos com criminosos nas favelas do Rio só vão terminar "quando a ordem pública puder chegar através de várias maneiras, dentre elas com o policial podendo andar fardado em qualquer lugar".
Discutir sobre violência e legalização do aborto é um dos assunto em pauta do governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral que falou ontem ao Jornal O dia sobre legalizar o aborto (http://odia.terra.com.br/rio) e sobre à redução dos índices de violência no estado. Como já havia feito no mês de janeiro, Cabral até citou a tese do livro ‘Freakonomics’ que associa a queda da taxa de criminalidade dos Estados Unidos, nos anos 1990, ao maior número de abortos ocorridos a partir de 1973, quando a Suprema Corte reconheceu o direito das mulheres ao aborto legal e seguro.
Cabral fez uma comparação às taxas de natalidade dos bairros da Zona Sul, semelhantes às de países europeus, com as de comunidades carentes, que são similares às de países africanos. O governador ainda disse que: “Infelizmente, nas comunidades mais carentes do Rio, as mulheres não conseguem ter uma orientação dos governos em termos de planejamento familiar e têm uma natalidade de países africanos”, explicou Cabral.
Em outra entrevista, ao site G1, o governador chegou a dizer que estas taxas de natalidade são como uma “fábrica de produzir marginal”. “Não vejo a classe política discutir isso. Fico muito aflito. Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, são padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal”.
Para o governador, os confrontos com criminosos nas favelas do Rio só vão terminar "quando a ordem pública puder chegar através de várias maneiras, dentre elas com o policial podendo andar fardado em qualquer lugar".
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Legalize pela África
Por Diego Bacellar
O aborto é uma questão que sempre levanta polêmica, pois não se trata de um assunto apenas científico, mas humanitário e religioso também. Se por um lado, a ciência tem meios de realizar esta intervenção de forma moderna, as comissões de direitos humanos e a Igreja Católica vêm se mostrando extremamente contra esta prática alegando que se trata da vida de um ser humano.
Estudos recentes mostram que são feitos por ano de 46 a 55 milhões de abortos no mundo, isso representa 126 mil por dia. O mesmo estudo comprovou que, desses abortos, apenas 22 ocorrem em países desenvolvidos, os outros 78% são em países subdesenvolvidos. Se estas comissões e a Igreja Católica estivessem tão interessados em salvar seres humanos, por que eles não começam por estes países?
A África é o continente mais pobre do mundo. Ele tem 800 milhões de habitantes, onde 260 milhões vivem abaixo do nível de pobreza segundo os padrões do Banco Mundial. Entre os infectados pelo vírus HIV no mundo, 2/3 estão lá. Na África, a prática do aborto só é legal quando há risco de vida para a mãe, então todos os dias nascem mais crianças com o vírus da Aids e vivendo dentro de uma miséria sem igual.
O que parece desumano é deixar uma das populações mais pobres do mundo crescer descontroladamente. Se o aborto for uma escolha da mãe, então este deveria ser legalizado em países subdesenvolvidos, onde não há condições para criar uma criança. O aborto induzido já é legal em 97 países do mundo, mas 93 países ainda o proíbem. Tudo que nos resta agora é calcular quantos ainda irão nascer nessas condições.
O aborto é uma questão que sempre levanta polêmica, pois não se trata de um assunto apenas científico, mas humanitário e religioso também. Se por um lado, a ciência tem meios de realizar esta intervenção de forma moderna, as comissões de direitos humanos e a Igreja Católica vêm se mostrando extremamente contra esta prática alegando que se trata da vida de um ser humano.
Estudos recentes mostram que são feitos por ano de 46 a 55 milhões de abortos no mundo, isso representa 126 mil por dia. O mesmo estudo comprovou que, desses abortos, apenas 22 ocorrem em países desenvolvidos, os outros 78% são em países subdesenvolvidos. Se estas comissões e a Igreja Católica estivessem tão interessados em salvar seres humanos, por que eles não começam por estes países?
A África é o continente mais pobre do mundo. Ele tem 800 milhões de habitantes, onde 260 milhões vivem abaixo do nível de pobreza segundo os padrões do Banco Mundial. Entre os infectados pelo vírus HIV no mundo, 2/3 estão lá. Na África, a prática do aborto só é legal quando há risco de vida para a mãe, então todos os dias nascem mais crianças com o vírus da Aids e vivendo dentro de uma miséria sem igual.
O que parece desumano é deixar uma das populações mais pobres do mundo crescer descontroladamente. Se o aborto for uma escolha da mãe, então este deveria ser legalizado em países subdesenvolvidos, onde não há condições para criar uma criança. O aborto induzido já é legal em 97 países do mundo, mas 93 países ainda o proíbem. Tudo que nos resta agora é calcular quantos ainda irão nascer nessas condições.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
A inconstitucionalidade do aborto
Por Tatiana Viard
A polêmica questão da legalização do aborto volta a ser discutida no Brasil, desta vez por conta de uma posição defendida pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A proposta seria a liberação da rede pública de saúde nacional para realizar procedimentos de interrupção de gravidez indesejada.
Na contra mão estariam as incontáveis mães que se submetem as práticas abortivas e acabam morrendo ou tendo sérios problemas de saúde. Algumas alegam abusos sexuais, como no caso de estupros ou até abusos de familiares desde a infância.
Contudo, o que deve prevalecer nessa discussão é a ética e a dimensão do que é o valor da vida humana. Ou seja o aborto provocado é uma forma indiscutível de agressão a este valor. É preciso lembrar também que os preceitos da lei brasileira, que, de forma clara trata do direito a democracia que garante a vida humana como um bem e um direito inviolável.
Muitos são os aspectos sob os quais a questão do aborto pode ainda ser vista, todos eles levando à conclusão do equívoco de uma proposta de legalização de práticas abortivas no Brasil. Cientistas afirmam que o início da concepção da vida humana está no óvulo e no espermatozóide. E que a interrupção da gravidez traria discussões sobre a questão de que um aborto seria mesmo um método homicida?
A polêmica questão da legalização do aborto volta a ser discutida no Brasil, desta vez por conta de uma posição defendida pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A proposta seria a liberação da rede pública de saúde nacional para realizar procedimentos de interrupção de gravidez indesejada.
Na contra mão estariam as incontáveis mães que se submetem as práticas abortivas e acabam morrendo ou tendo sérios problemas de saúde. Algumas alegam abusos sexuais, como no caso de estupros ou até abusos de familiares desde a infância.
Contudo, o que deve prevalecer nessa discussão é a ética e a dimensão do que é o valor da vida humana. Ou seja o aborto provocado é uma forma indiscutível de agressão a este valor. É preciso lembrar também que os preceitos da lei brasileira, que, de forma clara trata do direito a democracia que garante a vida humana como um bem e um direito inviolável.
Muitos são os aspectos sob os quais a questão do aborto pode ainda ser vista, todos eles levando à conclusão do equívoco de uma proposta de legalização de práticas abortivas no Brasil. Cientistas afirmam que o início da concepção da vida humana está no óvulo e no espermatozóide. E que a interrupção da gravidez traria discussões sobre a questão de que um aborto seria mesmo um método homicida?
O aborto no Brasil: legalizar ou não?
Por Luciana Jennings
A questão do aborto no Brasil começa a ganhar destaque e a ser discutida pelas autoridades. Em recente declaração, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), defendeu a legalização “como forma de reduzir a violência no país”. Cabral citou um estudo feito por um economista americano na década de 70 que relaciona natalidade, pobreza e violência.
O governador explicou, que segundo o estudo, a permissão do aborto nos Estados Unidos a partir desta época fez com que as mulheres tivessem acesso à rede pública. Na opinião do peemedebista, a classe desfavorecida deve ter acesso ao hospital público para a prática segura do aborto, e com isso diminuir o número de internações na rede pública de saúde. No Brasil, o aborto é permitido em casos de estupro e risco de vida para a mãe.
O assunto divide opiniões. É importante ressaltar o direito da mulher de decidir, de gerir o seu próprio corpo, de fazer as suas escolhas. O aborto não deve ser um método contraceptivo, mas, uma última alternativa.
É preciso incentivar a criação de programas de saúde pública para a mulher, que ofereçam contraceptivos gratuitos, medicina preventiva (câncer de mama, de colo de útero, etc), saúde reprodutiva (exames pré-natais), informativos sobre métodos anticoncepcionais e promover a disposição destes, nos postos de saúde. Ainda há muito a saber sobre os contraceptivos. Embora a maioria dos métodos de contracepção sejam de uso feminino, os dois parceiros são responsáveis pela prevenção de gravidezes indesejadas e pela tomada de decisões se a gravidez ocorre. A maioria dos métodos de controle de nascimentos são reversíveis, permitindo à mulher ficar grávida quando ela ou o seu parceiro deixarem de os usar. Os médicos podem ajudar as mulheres e os seus companheiros a decidir sobre o rrecurso que mais se lhes adapta.
A questão do aborto no Brasil começa a ganhar destaque e a ser discutida pelas autoridades. Em recente declaração, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), defendeu a legalização “como forma de reduzir a violência no país”. Cabral citou um estudo feito por um economista americano na década de 70 que relaciona natalidade, pobreza e violência.
O governador explicou, que segundo o estudo, a permissão do aborto nos Estados Unidos a partir desta época fez com que as mulheres tivessem acesso à rede pública. Na opinião do peemedebista, a classe desfavorecida deve ter acesso ao hospital público para a prática segura do aborto, e com isso diminuir o número de internações na rede pública de saúde. No Brasil, o aborto é permitido em casos de estupro e risco de vida para a mãe.
O assunto divide opiniões. É importante ressaltar o direito da mulher de decidir, de gerir o seu próprio corpo, de fazer as suas escolhas. O aborto não deve ser um método contraceptivo, mas, uma última alternativa.
É preciso incentivar a criação de programas de saúde pública para a mulher, que ofereçam contraceptivos gratuitos, medicina preventiva (câncer de mama, de colo de útero, etc), saúde reprodutiva (exames pré-natais), informativos sobre métodos anticoncepcionais e promover a disposição destes, nos postos de saúde. Ainda há muito a saber sobre os contraceptivos. Embora a maioria dos métodos de contracepção sejam de uso feminino, os dois parceiros são responsáveis pela prevenção de gravidezes indesejadas e pela tomada de decisões se a gravidez ocorre. A maioria dos métodos de controle de nascimentos são reversíveis, permitindo à mulher ficar grávida quando ela ou o seu parceiro deixarem de os usar. Os médicos podem ajudar as mulheres e os seus companheiros a decidir sobre o rrecurso que mais se lhes adapta.
Aborto: Legalizar é preciso
Por Nilo Chagas
A sociedade brasileira volta a discutir a legalização do aborto. Um tema que gera polêmica em todos os níveis sociais. Enquanto as mulheres querem ter a liberdade de escolher o que fazer com a sua gravidez, a Igreja segue radicalmente contra esse tipo de procedimento. Os projetos para rever o que diz a lei sobre o tema seguem parados nos tribunais.
Em um país como o Brasil, em que o índice de analfabetismo ainda atinge grande parte da população, e que crianças são colocadas no mundo sem um mínimo de estrutura familiar para o seu crescimento natural, e importante que tenhamos uma discussão séria sobre um tema que incomoda a todos nós.
A legalização do aborto se faz necessária para que se evitem os abortos clandestinos e para mulheres que sofreram algum tipo de abuso possam escolher o que fazer com uma gravidez indesejada.
O médico Dráuzio Varella defende a legalização do aborto para fetos até três meses de gestação. Para o especialista o aborto já é legalizado para as mulheres que tem dinheiro para pagar a operação. ¨As mulheres que não tem recurso financeiro acabam caindo na mão de marginais¨, diz Dráuzio lembrando que duzentos mil abortos são feitos por ano no país.
Apesar de respeitarmos as imposições feitas pela Igreja, e inegável avaliar que vivemos novos tempos, e todo tema que possa gerar algum tipo de benefício para a sociedade em geral deve ser exaustivamente discutido, para que cheguemos a conclusões que possam inibir a ilegalidade das clínicas que continuam matando mulheres por todos os cantos do Brasil.
A sociedade brasileira volta a discutir a legalização do aborto. Um tema que gera polêmica em todos os níveis sociais. Enquanto as mulheres querem ter a liberdade de escolher o que fazer com a sua gravidez, a Igreja segue radicalmente contra esse tipo de procedimento. Os projetos para rever o que diz a lei sobre o tema seguem parados nos tribunais.
Em um país como o Brasil, em que o índice de analfabetismo ainda atinge grande parte da população, e que crianças são colocadas no mundo sem um mínimo de estrutura familiar para o seu crescimento natural, e importante que tenhamos uma discussão séria sobre um tema que incomoda a todos nós.
A legalização do aborto se faz necessária para que se evitem os abortos clandestinos e para mulheres que sofreram algum tipo de abuso possam escolher o que fazer com uma gravidez indesejada.
O médico Dráuzio Varella defende a legalização do aborto para fetos até três meses de gestação. Para o especialista o aborto já é legalizado para as mulheres que tem dinheiro para pagar a operação. ¨As mulheres que não tem recurso financeiro acabam caindo na mão de marginais¨, diz Dráuzio lembrando que duzentos mil abortos são feitos por ano no país.
Apesar de respeitarmos as imposições feitas pela Igreja, e inegável avaliar que vivemos novos tempos, e todo tema que possa gerar algum tipo de benefício para a sociedade em geral deve ser exaustivamente discutido, para que cheguemos a conclusões que possam inibir a ilegalidade das clínicas que continuam matando mulheres por todos os cantos do Brasil.
Não se iluda, aborto é crime!
Por: Juliana Ananias
O aborto é a morte de um menino ou menina no ventre de sua mãe produzida durante qualquer momento da etapa que vai desde a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) até o momento prévio ao nascimento. O aborto provocado (que é o que se entende quando falamos simplesmente aborto) se dá quando a morte do bebê é procurada de qualquer maneira: doméstica, química ou cirúrgica.
As Igrejas nos lembra que Jesus veio para nos dar à vida. E quem somos nós para acabar com ela? Acho de extrema importância à participação da Igreja nesse tema, pois nos leva a pensar o porquê estamos aqui, resgata a fé e a vida. Afinal as coisas estão perdendo seus valores, o mundo capitalista nos leva as ilusões, sonhos e a realidade se perdem no tempo e no espaço. Cadê as famílias? Estrutura abalada, instituição válida, resultado da pós-modernidade.
Sou a favor do aborto em caso de violência sexual ou pelo risco de vida da gestante, ou má formação do feto (nascer com problemas físicos e/ ou mentais). Se alguém nesse país entende e respeita o significado da "dignidade da pessoa humana", há de não querer a descriminalização do aborto neste caso. A sociedade deve dar amparo físico e psicológico para que as pessoas possam tomar decisões como essa, de abortar ou não. Obs.: Somente nestes casos.
Eu sou contra o aborto, como uma forma de "corrigir" o erro de ter engravidado por irresponsabilidade. Até por que se a pessoa se acha adulta suficiente pra fazer sexo sem precaução, tem que ser mais adulta ainda pra assumir. Deus Senhor da vida confiou aos homens o nobre encargo de preservar a vida, para ser exercido de maneira condigna. Por isso a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto e o infanticídio são crimes nefandos.
O aborto é a morte de um menino ou menina no ventre de sua mãe produzida durante qualquer momento da etapa que vai desde a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) até o momento prévio ao nascimento. O aborto provocado (que é o que se entende quando falamos simplesmente aborto) se dá quando a morte do bebê é procurada de qualquer maneira: doméstica, química ou cirúrgica.
As Igrejas nos lembra que Jesus veio para nos dar à vida. E quem somos nós para acabar com ela? Acho de extrema importância à participação da Igreja nesse tema, pois nos leva a pensar o porquê estamos aqui, resgata a fé e a vida. Afinal as coisas estão perdendo seus valores, o mundo capitalista nos leva as ilusões, sonhos e a realidade se perdem no tempo e no espaço. Cadê as famílias? Estrutura abalada, instituição válida, resultado da pós-modernidade.
Sou a favor do aborto em caso de violência sexual ou pelo risco de vida da gestante, ou má formação do feto (nascer com problemas físicos e/ ou mentais). Se alguém nesse país entende e respeita o significado da "dignidade da pessoa humana", há de não querer a descriminalização do aborto neste caso. A sociedade deve dar amparo físico e psicológico para que as pessoas possam tomar decisões como essa, de abortar ou não. Obs.: Somente nestes casos.
Eu sou contra o aborto, como uma forma de "corrigir" o erro de ter engravidado por irresponsabilidade. Até por que se a pessoa se acha adulta suficiente pra fazer sexo sem precaução, tem que ser mais adulta ainda pra assumir. Deus Senhor da vida confiou aos homens o nobre encargo de preservar a vida, para ser exercido de maneira condigna. Por isso a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto e o infanticídio são crimes nefandos.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
ENTRE A VIDA E A MORTE

Por: Erika Scoralick
A discussão em decidir pela vida, ou pela morte, causa grande impacto social, gera polêmicas no mundo todo, que se fundamenta em um consenso de valores e ética. Sendo mal formuladas, tira do próprio o direito de decidir sobre sua vida ou de outra, que venha a ser gerada. http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2083321-EI306,00.html. A expectativa do Ministério da Saúde era que a proposta fosse aprovada, onde, de sete plenárias, dez preliminares aprovaram a descriminalização do aborto (interrupção voluntária da gravidez com artifícios obscuros, ou mesmo sendo liberados pelo próprio corpo, espontaneamente).
Clóvis Boufleur, da Pastoral da Criança e um dos participantes na Conferência para rejeitar a proposta, disse, categoricamente, que o aborto não resolve o problema da saúde no Brasil. Adson França, diretor de Ações e Programas Estratégicos do Ministério da Saúde, criticou a decisão como sendo “hipócrita” e por ter sido uma das primeiras a ser votada, onde a maioria no momento da votação no plenário era representada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Clóvis não deve ter muitas informações de que uma das maiores causas de morte entre mulheres é associada a abortos ilegais, e provocados por elas próprias, já que não possuem condições de pagar uma clínica para realizá-los, mas a proposta do incentivo às pesquisas com células-tronco foi aprovada.
Os meios de comunicação, sejam televisivos ou não, abordam a superficialidade do tema e falam do aborto como uma sociedade de espetáculo, que lhes permitem garantir a polêmica e vendagem do produto final, sem levar em conta a questão em si.
Sou a favor, e ao mesmo tempo contra, dependendo das condições em que a nova vida foi fecundada. Não cabe a justiça decidir e obrigar a mulher a ter em seu ventre um embrião de pecado, por crime praticado contra a honra, não sendo este um fruto do amor, ou um comprovado portador de anencefalia (sem cérebro). http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u128796.shtml
Cada situação pode ser justificada e decidida pelo momento, que vai marcar os passos do futuro, construído na própria história, que diferencia o ser, o poder e a razão da liberdade ao direito de escolha do destino, e não ser o meio para outros fins. http://www.ler-qi.org/spip.php?article473
Nos tribunais, que só há condenação nos julgamentos finais, e o da igreja, em não saber definir VIDA de HUMANIDADE, convoco a filosofia na discussão para fazer-me entender HUMANO e PESSOA HUMANA da medicina, que afirma que a vida se dá no encontro do espermatozóide com o óvulo fecundado, gerando, em torno de 10 semanas, o embrião humano, que será conhecido como SER HUMANO. Poderia ainda chamar a sociologia, que busca definir onde estão todos esses SERES HUMANOS, que, em grande maioria, circulam na clandestinidade da VIDA e entregues à própria sorte, com fome de justiça, buscando maneiras de sobreviver, condenados ao abandono das decisões políticas e religiosas de um país dominado por interesses pessoais.
Cada situação pode ser justificada e decidida pelo momento, que vai marcar os passos do futuro, construído na própria história, que diferencia o ser, o poder e a razão da liberdade ao direito de escolha do destino, e não ser o meio para outros fins. http://www.ler-qi.org/spip.php?article473
Nos tribunais, que só há condenação nos julgamentos finais, e o da igreja, em não saber definir VIDA de HUMANIDADE, convoco a filosofia na discussão para fazer-me entender HUMANO e PESSOA HUMANA da medicina, que afirma que a vida se dá no encontro do espermatozóide com o óvulo fecundado, gerando, em torno de 10 semanas, o embrião humano, que será conhecido como SER HUMANO. Poderia ainda chamar a sociologia, que busca definir onde estão todos esses SERES HUMANOS, que, em grande maioria, circulam na clandestinidade da VIDA e entregues à própria sorte, com fome de justiça, buscando maneiras de sobreviver, condenados ao abandono das decisões políticas e religiosas de um país dominado por interesses pessoais.
Esse tema é polêmico e levaria tempo tentando explicar que não posso tirar o passado de ninguém, porque já aconteceu, e nem alterá-lo, ou modificá-lo. O presente é só nosso e a nós cabe decidir o seu futuro dentro da realidade vivida, com atos que digam respeito somente a nós mesmos, fazendo-nos SER, e garantindo o direito a uma vida mais digna, dentro de uma sociedade que não permita mais a discriminação dos seres humanos, independentes da cor, credo e sexo, como maneira de garantir a minha existência entre SER ou não SER!
Links:
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2007/11/18/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=38393/em_noticia_interna.shtml http://www.youtube.com/watch?v=fyL0xehws4U
http://aborto.no.sapo.pt/
http://www.youtube.com/watch?v=uxOUHauc5eY
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/11/aborto-governo-sofre-derrota-fragorosa.html
http://www.youtube.com/watch?v=3fMo3bZqigs&feature=related
Links:
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2007/11/18/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=38393/em_noticia_interna.shtml http://www.youtube.com/watch?v=fyL0xehws4U
http://aborto.no.sapo.pt/
http://www.youtube.com/watch?v=uxOUHauc5eY
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/11/aborto-governo-sofre-derrota-fragorosa.html
http://www.youtube.com/watch?v=3fMo3bZqigs&feature=related
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Tropa de Elite: a verdade sobre o BOPE
Por Luciana Jennings
O filme Tropa de Elite descreve a visão de um policial do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) – Cap. Nascimento, personagem de Wagner Moura – sobre a polícia militar carioca e a sociedade.
As opiniões sobre os procedimentos adotados pelo BOPE para combater o crime organizado são diversas, mas vale refletir sobre as causas e conseqüências dessa guerra sem fim.
É nítido como funciona a lei dos traficantes, (traficante não perdoa – cita o capitão), o sistema da polícia, a contribuição das classes favorecidas para a manutenção do tráfico de drogas, a corrupção generalizada e a luta da minoria por ordem e justiça. O capitão deixa clara a sua indignação com a “banda podre da polícia”. Sofre pressões e conflitos, vive em angústia, entra em pânico e desequilíbrio, ao ver que sua luta pela dignidade e honra da corporação, têm um preço muito alto.
Nascimento, decide que precisa encontrar um substituto, quando sente-se culpado ao ver a dor da mãe de um adolescente assassinado pela polícia, que estava em busca de informações sobre traficantes.
O filme além de espetacular pela capacidade de mostrar a pressão física e psicológica utilizada para ingressar na equipe, exibe os esquemas de corrupção dentro da polícia, a impiedade e frieza dos traficantes e serve também, para despertar a consciência social do espectador e a emergência de uma ação eficaz no combate ao crime e à corrupção dentro da corporação.
O filme Tropa de Elite descreve a visão de um policial do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) – Cap. Nascimento, personagem de Wagner Moura – sobre a polícia militar carioca e a sociedade.
As opiniões sobre os procedimentos adotados pelo BOPE para combater o crime organizado são diversas, mas vale refletir sobre as causas e conseqüências dessa guerra sem fim.
É nítido como funciona a lei dos traficantes, (traficante não perdoa – cita o capitão), o sistema da polícia, a contribuição das classes favorecidas para a manutenção do tráfico de drogas, a corrupção generalizada e a luta da minoria por ordem e justiça. O capitão deixa clara a sua indignação com a “banda podre da polícia”. Sofre pressões e conflitos, vive em angústia, entra em pânico e desequilíbrio, ao ver que sua luta pela dignidade e honra da corporação, têm um preço muito alto.
Nascimento, decide que precisa encontrar um substituto, quando sente-se culpado ao ver a dor da mãe de um adolescente assassinado pela polícia, que estava em busca de informações sobre traficantes.
O filme além de espetacular pela capacidade de mostrar a pressão física e psicológica utilizada para ingressar na equipe, exibe os esquemas de corrupção dentro da polícia, a impiedade e frieza dos traficantes e serve também, para despertar a consciência social do espectador e a emergência de uma ação eficaz no combate ao crime e à corrupção dentro da corporação.
Terceiro mandato de Lula? Só pode ser "gozação"
Por: Ana Luiza Castro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se diz absolutamente contra a idéia de um terceiro mandato mas ao mesmo tempo defende um período maior no poder para Presidentes da República sem uma possível reeleição.
Apesar das articulações de deputados da base governista para tentar aprovar medidas que façam se tornar possível um terceiro mandato, Lula diz que este seria um assunto fora de cogitação e está longe da agenda política do país nesse momento.
Lula se diz surpreso quando indagado sobre o terceiro mandato e afirma que isto pode mudar as regras democráticas na América Latina, será que isso seria possível?
Isto não seria uma maneira de fazer média com o povo mais uma vez?
Já que o nosso "querido" e "amado" presidente diz que a prioridade no momento é consolidar o crescimento no país e no mundo e transformá-lo numa grande nação. Não seria essa mais uma história da carochinha?
Que crescimento que ele tanto fala? Já que no governo dele existem tantas promessas e poucas atitudes, sendo assim um governo que fala e promete muito e faz pouco. Como pode um governo que teve tantos escândalos, corrupções, desorganizações e gastos exacerbados ser um governo bom que faça coisas para o bem da sociedade ao ponto de tornar possível o terceiro mandato do chefe de Estado?
O que se observa é que o PT está se transformando e querendo seguir os passos do presidente da Venezuela Hugo Chávez, que a pouco tempo liderava em seu país a idéia de reeleição presidencial indefinida.
Nessa história se percebe a aproximação indiscreta do presidente Lula com Fidel Castro e Chávez.
Agora só nos resta torcer e esperar que a câmara não aprove esse projeto e isso não acontecer, que tal proposta não seja aceita pelo senado ou então o ideal seria fazer com que o povo fosse as ruas votar por meio de plebiscito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se diz absolutamente contra a idéia de um terceiro mandato mas ao mesmo tempo defende um período maior no poder para Presidentes da República sem uma possível reeleição.
Apesar das articulações de deputados da base governista para tentar aprovar medidas que façam se tornar possível um terceiro mandato, Lula diz que este seria um assunto fora de cogitação e está longe da agenda política do país nesse momento.
Lula se diz surpreso quando indagado sobre o terceiro mandato e afirma que isto pode mudar as regras democráticas na América Latina, será que isso seria possível?
Isto não seria uma maneira de fazer média com o povo mais uma vez?
Já que o nosso "querido" e "amado" presidente diz que a prioridade no momento é consolidar o crescimento no país e no mundo e transformá-lo numa grande nação. Não seria essa mais uma história da carochinha?
Que crescimento que ele tanto fala? Já que no governo dele existem tantas promessas e poucas atitudes, sendo assim um governo que fala e promete muito e faz pouco. Como pode um governo que teve tantos escândalos, corrupções, desorganizações e gastos exacerbados ser um governo bom que faça coisas para o bem da sociedade ao ponto de tornar possível o terceiro mandato do chefe de Estado?
O que se observa é que o PT está se transformando e querendo seguir os passos do presidente da Venezuela Hugo Chávez, que a pouco tempo liderava em seu país a idéia de reeleição presidencial indefinida.
Nessa história se percebe a aproximação indiscreta do presidente Lula com Fidel Castro e Chávez.
Agora só nos resta torcer e esperar que a câmara não aprove esse projeto e isso não acontecer, que tal proposta não seja aceita pelo senado ou então o ideal seria fazer com que o povo fosse as ruas votar por meio de plebiscito.
Blogs italianos na mira da censura
Por: Ana Luiza Castro
Aprovado na Itália recentemente pelos ministros do país um projeto de lei que obriga os blogueiros a pagarem impostos, serem registrados e terem um jornlista com registro profissional para responder e ser responsável pelo conteúdo exibido. Não esquecendo que os blogs deverão ter concessão, uma especíe de licença da agência de telecomunicações do país. Este projeto de lei é de autoria do primeiro-ministro do país Romano prodi.
Pelo que se percebe talvez essa seja uma maneira encontrada pelo poder público ou pelas autoridades do governo
de coibir a liberdade de expressão na internet e também mais uma forma de tirar dinheiro da sociedade italiana.
Essa também seria uma maneira de impedir qualquer manisfestação e publicações que difamem ou que sejam de natureza crítica ou contrária ao que é imposto e aceito pelo governo. Isto também faria com que o jornalista responsável pelo conteúdo publicado no blog esteja sujeito ao código penal do país.
Esse regime autoritário e ditatorial não existe no Brasil e à " Graças a Deus" , porque senão com certeza os jornalistas e futuros profissionais como nós ficariam sem norte e poderiam correr o risco de ingressar numa carreira em fase de guerras e discussões com o poder público e com a liberdade de expressão podendo ser extinta.
Aprovado na Itália recentemente pelos ministros do país um projeto de lei que obriga os blogueiros a pagarem impostos, serem registrados e terem um jornlista com registro profissional para responder e ser responsável pelo conteúdo exibido. Não esquecendo que os blogs deverão ter concessão, uma especíe de licença da agência de telecomunicações do país. Este projeto de lei é de autoria do primeiro-ministro do país Romano prodi.
Pelo que se percebe talvez essa seja uma maneira encontrada pelo poder público ou pelas autoridades do governo
de coibir a liberdade de expressão na internet e também mais uma forma de tirar dinheiro da sociedade italiana.
Essa também seria uma maneira de impedir qualquer manisfestação e publicações que difamem ou que sejam de natureza crítica ou contrária ao que é imposto e aceito pelo governo. Isto também faria com que o jornalista responsável pelo conteúdo publicado no blog esteja sujeito ao código penal do país.
Esse regime autoritário e ditatorial não existe no Brasil e à " Graças a Deus" , porque senão com certeza os jornalistas e futuros profissionais como nós ficariam sem norte e poderiam correr o risco de ingressar numa carreira em fase de guerras e discussões com o poder público e com a liberdade de expressão podendo ser extinta.
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