sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Legalize pela África

Por Diego Bacellar

O aborto é uma questão que sempre levanta polêmica, pois não se trata de um assunto apenas científico, mas humanitário e religioso também. Se por um lado, a ciência tem meios de realizar esta intervenção de forma moderna, as comissões de direitos humanos e a Igreja Católica vêm se mostrando extremamente contra esta prática alegando que se trata da vida de um ser humano.

Estudos recentes mostram que são feitos por ano de 46 a 55 milhões de abortos no mundo, isso representa 126 mil por dia. O mesmo estudo comprovou que, desses abortos, apenas 22 ocorrem em países desenvolvidos, os outros 78% são em países subdesenvolvidos. Se estas comissões e a Igreja Católica estivessem tão interessados em salvar seres humanos, por que eles não começam por estes países?

A África é o continente mais pobre do mundo. Ele tem 800 milhões de habitantes, onde 260 milhões vivem abaixo do nível de pobreza segundo os padrões do Banco Mundial. Entre os infectados pelo vírus HIV no mundo, 2/3 estão lá. Na África, a prática do aborto só é legal quando há risco de vida para a mãe, então todos os dias nascem mais crianças com o vírus da Aids e vivendo dentro de uma miséria sem igual.

O que parece desumano é deixar uma das populações mais pobres do mundo crescer descontroladamente. Se o aborto for uma escolha da mãe, então este deveria ser legalizado em países subdesenvolvidos, onde não há condições para criar uma criança. O aborto induzido já é legal em 97 países do mundo, mas 93 países ainda o proíbem. Tudo que nos resta agora é calcular quantos ainda irão nascer nessas condições.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

A inconstitucionalidade do aborto

Por Tatiana Viard

A polêmica questão da legalização do aborto volta a ser discutida no Brasil, desta vez por conta de uma posição defendida pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A proposta seria a liberação da rede pública de saúde nacional para realizar procedimentos de interrupção de gravidez indesejada.

Na contra mão estariam as incontáveis mães que se submetem as práticas abortivas e acabam morrendo ou tendo sérios problemas de saúde. Algumas alegam abusos sexuais, como no caso de estupros ou até abusos de familiares desde a infância.

Contudo, o que deve prevalecer nessa discussão é a ética e a dimensão do que é o valor da vida humana. Ou seja o aborto provocado é uma forma indiscutível de agressão a este valor. É preciso lembrar também que os preceitos da lei brasileira, que, de forma clara trata do direito a democracia que garante a vida humana como um bem e um direito inviolável.

Muitos são os aspectos sob os quais a questão do aborto pode ainda ser vista, todos eles levando à conclusão do equívoco de uma proposta de legalização de práticas abortivas no Brasil. Cientistas afirmam que o início da concepção da vida humana está no óvulo e no espermatozóide. E que a interrupção da gravidez traria discussões sobre a questão de que um aborto seria mesmo um método homicida?

O aborto no Brasil: legalizar ou não?

Por Luciana Jennings

A questão do aborto no Brasil começa a ganhar destaque e a ser discutida pelas autoridades. Em recente declaração, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), defendeu a legalização “como forma de reduzir a violência no país”. Cabral citou um estudo feito por um economista americano na década de 70 que relaciona natalidade, pobreza e violência.
O governador explicou, que segundo o estudo, a permissão do aborto nos Estados Unidos a partir desta época fez com que as mulheres tivessem acesso à rede pública. Na opinião do peemedebista, a classe desfavorecida deve ter acesso ao hospital público para a prática segura do aborto, e com isso diminuir o número de internações na rede pública de saúde. No Brasil, o aborto é permitido em casos de estupro e risco de vida para a mãe.
O assunto divide opiniões. É importante ressaltar o direito da mulher de decidir, de gerir o seu próprio corpo, de fazer as suas escolhas. O aborto não deve ser um método contraceptivo, mas, uma última alternativa.
É preciso incentivar a criação de programas de saúde pública para a mulher, que ofereçam contraceptivos gratuitos, medicina preventiva (câncer de mama, de colo de útero, etc), saúde reprodutiva (exames pré-natais), informativos sobre métodos anticoncepcionais e promover a disposição destes, nos postos de saúde. Ainda há muito a saber sobre os contraceptivos. Embora a maioria dos métodos de contracepção sejam de uso feminino, os dois parceiros são responsáveis pela prevenção de gravidezes indesejadas e pela tomada de decisões se a gravidez ocorre. A maioria dos métodos de controle de nascimentos são reversíveis, permitindo à mulher ficar grávida quando ela ou o seu parceiro deixarem de os usar. Os médicos podem ajudar as mulheres e os seus companheiros a decidir sobre o rrecurso que mais se lhes adapta.

Aborto: Legalizar é preciso

Por Nilo Chagas


A sociedade brasileira volta a discutir a legalização do aborto. Um tema que gera polêmica em todos os níveis sociais. Enquanto as mulheres querem ter a liberdade de escolher o que fazer com a sua gravidez, a Igreja segue radicalmente contra esse tipo de procedimento. Os projetos para rever o que diz a lei sobre o tema seguem parados nos tribunais.

Em um país como o Brasil, em que o índice de analfabetismo ainda atinge grande parte da população, e que crianças são colocadas no mundo sem um mínimo de estrutura familiar para o seu crescimento natural, e importante que tenhamos uma discussão séria sobre um tema que incomoda a todos nós.
A legalização do aborto se faz necessária para que se evitem os abortos clandestinos e para mulheres que sofreram algum tipo de abuso possam escolher o que fazer com uma gravidez indesejada.

O médico Dráuzio Varella defende a legalização do aborto para fetos até três meses de gestação. Para o especialista o aborto já é legalizado para as mulheres que tem dinheiro para pagar a operação. ¨As mulheres que não tem recurso financeiro acabam caindo na mão de marginais¨, diz Dráuzio lembrando que duzentos mil abortos são feitos por ano no país.

Apesar de respeitarmos as imposições feitas pela Igreja, e inegável avaliar que vivemos novos tempos, e todo tema que possa gerar algum tipo de benefício para a sociedade em geral deve ser exaustivamente discutido, para que cheguemos a conclusões que possam inibir a ilegalidade das clínicas que continuam matando mulheres por todos os cantos do Brasil.

Não se iluda, aborto é crime!

Por: Juliana Ananias

O aborto é a morte de um menino ou menina no ventre de sua mãe produzida durante qualquer momento da etapa que vai desde a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) até o momento prévio ao nascimento. O aborto provocado (que é o que se entende quando falamos simplesmente aborto) se dá quando a morte do bebê é procurada de qualquer maneira: doméstica, química ou cirúrgica.

As Igrejas nos lembra que Jesus veio para nos dar à vida. E quem somos nós para acabar com ela? Acho de extrema importância à participação da Igreja nesse tema, pois nos leva a pensar o porquê estamos aqui, resgata a fé e a vida. Afinal as coisas estão perdendo seus valores, o mundo capitalista nos leva as ilusões, sonhos e a realidade se perdem no tempo e no espaço. Cadê as famílias? Estrutura abalada, instituição válida, resultado da pós-modernidade.

Sou a favor do aborto em caso de violência sexual ou pelo risco de vida da gestante, ou má formação do feto (nascer com problemas físicos e/ ou mentais). Se alguém nesse país entende e respeita o significado da "dignidade da pessoa humana", há de não querer a descriminalização do aborto neste caso. A sociedade deve dar amparo físico e psicológico para que as pessoas possam tomar decisões como essa, de abortar ou não. Obs.: Somente nestes casos.

Eu sou contra o aborto, como uma forma de "corrigir" o erro de ter engravidado por irresponsabilidade. Até por que se a pessoa se acha adulta suficiente pra fazer sexo sem precaução, tem que ser mais adulta ainda pra assumir. Deus Senhor da vida confiou aos homens o nobre encargo de preservar a vida, para ser exercido de maneira condigna. Por isso a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto e o infanticídio são crimes nefandos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

ENTRE A VIDA E A MORTE



Por: Erika Scoralick

A discussão em decidir pela vida, ou pela morte, causa grande impacto social, gera polêmicas no mundo todo, que se fundamenta em um consenso de valores e ética. Sendo mal formuladas, tira do próprio o direito de decidir sobre sua vida ou de outra, que venha a ser gerada. http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2083321-EI306,00.html. A expectativa do Ministério da Saúde era que a proposta fosse aprovada, onde, de sete plenárias, dez preliminares aprovaram a descriminalização do aborto (interrupção voluntária da gravidez com artifícios obscuros, ou mesmo sendo liberados pelo próprio corpo, espontaneamente).
Clóvis Boufleur, da Pastoral da Criança e um dos participantes na Conferência para rejeitar a proposta, disse, categoricamente, que o aborto não resolve o problema da saúde no Brasil. Adson França, diretor de Ações e Programas Estratégicos do Ministério da Saúde, criticou a decisão como sendo “hipócrita” e por ter sido uma das primeiras a ser votada, onde a maioria no momento da votação no plenário era representada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Clóvis não deve ter muitas informações de que uma das maiores causas de morte entre mulheres é associada a abortos ilegais, e provocados por elas próprias, já que não possuem condições de pagar uma clínica para realizá-los, mas a proposta do incentivo às pesquisas com células-tronco foi aprovada.

Os meios de comunicação, sejam televisivos ou não, abordam a superficialidade do tema e falam do aborto como uma sociedade de espetáculo, que lhes permitem garantir a polêmica e vendagem do produto final, sem levar em conta a questão em si.
http://www.sinpro-rs.org.br/extraclasse/jun07/especial.asp. O governador Sérgio Cabral contribuiu com ousadia, e besteiras mal pensadas, levando toda mídia a polvorosa, que prontamente colocou palavras preconceituosas de sua fala, sendo a mais impactante que as "favelas são fábricas de marginais", armando um novo circo e fazendo com que os “pobres favelados” buscassem justiça de direito. http://www.paginadoe.com.br/mostrar_noticias.asp?id=1350&opcao=noticias
Sou a favor, e ao mesmo tempo contra, dependendo das condições em que a nova vida foi fecundada. Não cabe a justiça decidir e obrigar a mulher a ter em seu ventre um embrião de pecado, por crime praticado contra a honra, não sendo este um fruto do amor, ou um comprovado portador de anencefalia (sem cérebro). http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u128796.shtml
Cada situação pode ser justificada e decidida pelo momento, que vai marcar os passos do futuro, construído na própria história, que diferencia o ser, o poder e a razão da liberdade ao direito de escolha do destino, e não ser o meio para outros fins. http://www.ler-qi.org/spip.php?article473
Nos tribunais, que só há condenação nos julgamentos finais, e o da igreja, em não saber definir VIDA de HUMANIDADE, convoco a filosofia na discussão para fazer-me entender HUMANO e PESSOA HUMANA da medicina, que afirma que a vida se dá no encontro do espermatozóide com o óvulo fecundado, gerando, em torno de 10 semanas, o embrião humano, que será conhecido como SER HUMANO. Poderia ainda chamar a sociologia, que busca definir onde estão todos esses SERES HUMANOS, que, em grande maioria, circulam na clandestinidade da VIDA e entregues à própria sorte, com fome de justiça, buscando maneiras de sobreviver, condenados ao abandono das decisões políticas e religiosas de um país dominado por interesses pessoais.
Esse tema é polêmico e levaria tempo tentando explicar que não posso tirar o passado de ninguém, porque já aconteceu, e nem alterá-lo, ou modificá-lo. O presente é só nosso e a nós cabe decidir o seu futuro dentro da realidade vivida, com atos que digam respeito somente a nós mesmos, fazendo-nos SER, e garantindo o direito a uma vida mais digna, dentro de uma sociedade que não permita mais a discriminação dos seres humanos, independentes da cor, credo e sexo, como maneira de garantir a minha existência entre SER ou não SER!


Links:

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2007/11/18/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=38393/em_noticia_interna.shtml http://www.youtube.com/watch?v=fyL0xehws4U
http://aborto.no.sapo.pt/
http://www.youtube.com/watch?v=uxOUHauc5eY
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/11/aborto-governo-sofre-derrota-fragorosa.html
http://www.youtube.com/watch?v=3fMo3bZqigs&feature=related

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Tropa de Elite: a verdade sobre o BOPE

Por Luciana Jennings

O filme Tropa de Elite descreve a visão de um policial do BOPE (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) – Cap. Nascimento, personagem de Wagner Moura – sobre a polícia militar carioca e a sociedade.
As opiniões sobre os procedimentos adotados pelo BOPE para combater o crime organizado são diversas, mas vale refletir sobre as causas e conseqüências dessa guerra sem fim.
É nítido como funciona a lei dos traficantes, (traficante não perdoa – cita o capitão), o sistema da polícia, a contribuição das classes favorecidas para a manutenção do tráfico de drogas, a corrupção generalizada e a luta da minoria por ordem e justiça. O capitão deixa clara a sua indignação com a “banda podre da polícia”. Sofre pressões e conflitos, vive em angústia, entra em pânico e desequilíbrio, ao ver que sua luta pela dignidade e honra da corporação, têm um preço muito alto.
Nascimento, decide que precisa encontrar um substituto, quando sente-se culpado ao ver a dor da mãe de um adolescente assassinado pela polícia, que estava em busca de informações sobre traficantes.
O filme além de espetacular pela capacidade de mostrar a pressão física e psicológica utilizada para ingressar na equipe, exibe os esquemas de corrupção dentro da polícia, a impiedade e frieza dos traficantes e serve também, para despertar a consciência social do espectador e a emergência de uma ação eficaz no combate ao crime e à corrupção dentro da corporação.